Mais de 90% dos endereços falsos criados na web são de bancos e lojas on-line

Pesquisa também identificou as ações dos fraudadores na criação semanal de mais de 57 mil sites irregulares

SÃO PAULO – Mais de 90% dos endereços falsos criados na internet por hackers, com o propósito de infectar ou roubar dados de usuários, são de bancos e lojas on-line.

Os dados constam de estudo realizado pela empresa Panda Security, que também identificou as ações dos fraudadores na criação semanal de mais de 57 mil sites irregulares.

Para emplacar os golpes, os hackers se utilizam dos nomes de empresas e instituições reconhecidas mundialmente, o que os coloca no topo da lista dos principais motores de busca.

De acordo com as contas da Panda Security, mais de 375 tipos de marcas são utilizadas pelos infratores como isca de usuários desprevenidos na web.

Oportunismo
Embora apareçam em menor proporção, outros tipos de endereços virtuais para a prática das fraudes também são gerenciados pelos hackers.

Conforme apurou a pesquisa, sites de fundos de investimentos e corretoras (2,30%), organizações governamentais (1,92% ), plataformas de pagamento (1,80%) e provedores de acesso à internet (1,31% ) responderam por um menor percentual no número de endereços criados de maneira irregular.

Os demais segmentos de páginas falsas criadas, como endereços de ONGs, jogos e softwares, somaram juntos pouco mais de 1% dos desenvolvimentos perigosos na web.

Mecânica
Ao utilizar a técnica “BlackHat SEO” (com a finalidade de influenciar mecanismos de busca na web), os hackers fazem com que seus links se sobressaiam dos demais, aparecendo assim nas primeiras posições quando os usuários procuram pelas marcas de sua preferência.

Em certos casos, o falso site tem aparência idêntica à do original (é o caso de certos sites bancários), o que facilita o roubo de logins e senhas do usuário.

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De acordo com o diretor geral de consumo da Panda Security Brasil, Ricardo Bachert,  os usuários precisam ficar atentos ao utilizar mecanismos de pesquisa para não serem atraídos a estas armadilhas virtuais.

“Sabemos que os sites de busca estão se esforçando para melhorar a situação, ao alterar seus algorítmos de indexação, mas eles não conseguirão fugir da avalanche dos novos endereços que são criados todos os dias”, afirma.