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SÃO PAULO – Com receio da crise econômica e mais cautelosos nos gastos, este ano, os consumidores brasileiros deverão destinar uma parcela maior do 13º salário para guardar do que destinaram no ano passado.
Segundo o economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), Aloísio Campelo, como de costume, uma parte do pagamento extra deverá ser utilizada para os presentes de Natal, mas esse valor será menor neste ano.
“O consumidor está com perspectivas mais ruins para o mercado de trabalho e a situação financeira familiar, e com isso, ele se torna mais cauteloso, mais poupador e menos gastador”, afirma.
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Intenção de gastos
O Índice de Confiança do Consumidor, divulgado pela fundação nesta terça-feira (25), mostrou que houve um aumento no número de pessoas que pretendem gastar menos nos próximo seis meses (de 32,9% para 35,6%), enquanto o dos que pretendem gastar mais diminuiu de 17,5% para 14,4%.
Campelo explica que isso reflete a intenção das pessoas de gastar com bens duráveis, como carros e eletrodomésticos, o que não deve afetar de forma intensa as compras de fim de ano. “No Natal, não é exatamente o bem durável que as pessoas compram. Geralmente é roupa ou brinquedos, que são mais baratos”, diz.
Ele também lembra que a intenção de gastos já vinha caindo, o que demonstrava que o consumidor já estava mais cauteloso, embora ainda avaliasse a economia de forma positiva. “Agora, ele já acha que vai ficar mais difícil arrumar emprego e que a renda pode diminuir”, explica.
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O economista também avalia como positiva a concessão de crédito para montadoras, como uma forma de incentivar a compra de automóveis. “Mas tem que saber se o consumidor vai querer adquirir uma nova dívida. A perda da confiança indica que ele está ressabiado, sem vontade de gastar”, diz.