Mais ágeis, aviões ganham passageiros de ônibus

As empresas de ônibus perderam nos primeiros seis meses do ano 3,1 milhão de seus passageiros para as aeronaves. Aéreo é o meio que mais fideliza

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SÃO PAULO – Agilidade. Essa é a explicação dada pelas pessoas que preferem o avião como meio de transporte. Segundo levantamento realizado pela Direkt, empresa de pesquisa de mercado, as empresas de ônibus perderam nos seis primeiros meses do ano 3,1 milhão de seus passageiros para as aeronaves.

A pesquisa ouviu usuários e não usuários de meios de transporte interestaduais, entre os dias 25 de maio e 9 de junho, no fluxo Rio de Janeiro/Salvador. Mais da metade, 55% delas, afirmaram ter realizado pelo menos uma viagem. No mesmo período do ano passado, esse total era de 35,3%.

Além do aumento da incidência nas viagens, a pesquisa mostra que o avião vem ganhando espaço na preferência daqueles que vão conhecer ou visitar outros Estados. Segundo os dados, entre as pessoas que viajaram, 45% afirmou que usou o avião como meio de transporte.

Fidelidade

Em um universo mais amplo, tomando como base dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), segundo a própria Direkt, 46 milhões de pessoas utilizaram o avião como meio de transporte para viagens no ano passado. O índice de fidelidade do meio, segundo a pesquisa da empresa, está em 74%.

Já dados da Agência Nacional de Transporte Terrestre apontam para 34 milhões de viagens de ônibus e 22 milhões de carro, no mesmo período. A fidelidade dos meios é de, respectivamente, 53% e 69%.

Infiéis

Mas, para onde vão os viajantes infiéis? Nos primeiros seis meses do ano, 3,1 milhões de pessoas abandonaram o ônibus e partiram para os aviões. Por outro lado, as aeronaves perderam 1,8 milhão de pessoas para o carro.

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Para se ter uma idéia geral, entre 2000 e 2004 o número de pessoas que viajavam de avião cresceu 9,4%. Já entre os anos 2001 e 2004, as companhias de ônibus perderam 13% de seus clientes.

Crescimento

Para os próximos cinco anos, segundo a Direkt, é esperado que o número de viajantes de avião cresça 50%. No mesmo período, o total daqueles que utilizam ônibus deve ficar praticamente estável.