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SÃO PAULO – As pessoas que participam de consórcios de eletroeletrônicos são em sua maioria, da classe C, com renda entre R$ 1.800 e R$ 2 mil por mês, e ficam em média, 36 meses no consórcio.
Segundo o presidente da Regional Sudeste da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Luiz Fernando Savian, os produtos mais procurados são TVs de plasma e home theater.
Planejamento
Esse segmento de consórcio registrou alta nas vendas nos três primeiros meses do ano, mas terminou o quadrimestre com queda de 34,7% no volume de vendas. Para Savian, isso aconteceu porque o consumidor está planejando mais as compras. “Passou a euforia inicial, e agora o consumidor está mais racional”, afirma.
Savian também conta que, num primeiro momento, as pessoas recorreram ao consórcio para comprar aquilo que mais desejavam, fosse uma TV, fosse uma geladeira, e agora, com os produtos que não consideram urgentes, elas realizam um planejamento maior e fazem as contas de quanto irão pagar no total.
Entre janeiro e abril deste ano, o acumulado nas contemplações apresentou queda de 32,2% em relação ao mesmo período do ano passado, de 34,8 mil para 23,6 mil. Também houve retração no volume de participantes, que era de 206,4 mil em abril de 2007, e foi para 151,8 mil no quarto mês deste ano.
Para o presidente regional da Abac, esse resultado também foi influenciado pela perda de interesse de algumas administradoras nesse tipo de consórcio, que passaram a dedicar mais atenção a imóveis, que têm apresentado bons resultados e grande procura.
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“Com o volume muito grande no consórcio de imóveis, algumas administradoras perderam o interesse no segmento de eletroeletrônico, mas estão voltando a operar, com a venda de kits, que envolvem a compra de mais de um produto”, explica.