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SÃO PAULO – Uma das dicas mais importantes para quem vai começar a construir a casa própria ou está pensando em uma boa reforma no imóvel onde mora é: não entregue um bom projeto na mão apenas de pedreiros! Além de preservar sua saúde financeira, pense também na segurança que a decisão lhe trará.
É fato que, há algumas décadas, contratar um arquiteto ou engenheiro era algo luxuoso demais para sua realidade. Afinal, havia poucos profissionais no mercado e certa obscuridade em torno de seu efetivo papel na obra. O desenho era feito pelo proprietário, que apenas encomendava a assinatura de um profissional para sua aprovação.
O papel do arquiteto
O preço cobrado por um profissional atualmente é mais acessível do que no passado. Suas idéias, é claro, serão preservadas, já que tudo deve sair conforme o seu gosto. Ao arquiteto caberá a decisão de viabilizar o projeto, dando “toques” que farão a diferença.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Por exemplo, um projeto bem elaborado pode ser adaptado, de forma que a sua casa possa receber a iluminação do sol em grande parte do dia, fazendo que o seu gasto com energia se torne bem menor.
Outro aspecto: determinados materiais podem fazer com que sua casa fique fria demais no inverno e muito quente no verão. Aqui, mais uma vez, a opinião de quem entende é fundamental. Espaços mal divididos são defeitos típicos de imóveis projetados pelo próprio dono.
Neste contexto, surge a seguinte questão: gosto se discute? É claro que não. Mas um comentário sobre algumas melhorias a serem feitas não trará mal nenhum. Medir corretamente a quantidade necessária de material, criar obras com boas condições de acústica, ventilação, iluminação, entre outros detalhes que garantam conforto e bem-estar, estão no “pacote”.
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Além disto, uma vez implementadas as dicas e sugestões de quem entende do assunto, a liquidez do imóvel se torna conseqüência destes atos, já que unidades com os caprichos do dono costumam ficar encalhadas no momento da venda. Como nunca se sabe o dia de amanhã, é bom ter consciência de que você pode, um dia, se ver obrigado a se desfazer da sua propriedade com certa urgência.
E o engenheiro?
O mesmo pode ser dito sobre o engenheiro, outro “luxo” aos olhos de quem está iniciando uma obra. Contratar mão-de-obra, comprar materiais e ainda fiscalizar a construção não é um trabalho simples. O corre-corre diário entre a obra e o escritório, e a execução de muitos desenhos, são tarefas comuns aos engenheiros, que atuam sempre em parceria com outros profissionais, como o arquiteto.
Como trabalharão em conjunto, é claro que haverá muita discussão até que o projeto do arquiteto seja executado pelo engenheiro. Afinal, podemos, em grosso modo, dizer que um detém a idéia e o outro a coloca em prática. Sendo assim, algumas divergências podem surgir, até mesmo sobre a viabilidade de determinadas construções. Mas o resultado final certamente será o desejado com a contratação de pessoas de grande competência.
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Por último, é claro que não se aborda aqui a contratação de profissionais famosos, consagrados no exterior e nem com uma coleção de prêmios de arquitetura. O profissional em questão é aquele “médio”, com uma boa formação e certa experiência em projetos. Vale esclarecer que não é possível definir um valor exato. Tudo vai depender do tamanho da obra e do nível de detalhamento da sua encomenda!