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SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou, nesta terça-feira (15), a redução do spread bancário do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
“Nunca tivemos uma taxa de juros tão baixa assim e é verdade que, hoje, menos preocupa a Selic do que a taxa de spread que está sendo cobrada e que certamente o Guido vai encabeçar a redução dessa taxa que precisa reduzir”, disse Lula, em reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), segundo a Agência Brasil.
Entre mais altos do mundo
O spread, que é a diferença dos juros pagos pelos bancos para captar recursos e aqueles que cobra para emprestá-los, no Brasil, é o segundo maior do mundo, perdendo apenas para o Zimbábue, de acordo com análise do Fórum Econômico Mundial.
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No Brasil, o spread identificado no ano passado foi de 35,6 pontos percentuais, maior do que o registrado em outros 127 países, enquanto no Zimbábue o indicador ficou em 457,5 pontos percentuais.
Para se ter uma ideia, na Hungria, onde há o menor spread do mundo, a taxa é de 0,3 ponto percentual.
Mais cobranças
Na reunião, Lula ainda chamou a atenção dos empresários para pensarem na estruturação da cadeia produtiva para a exploração do petróleo da camada pré-sal. Ele ainda sugeriu que seja formado um grupo no CDES para discutir o assunto.
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Outra cobrança feita aos empresários é que se empenhem na preparação da infraestrutura para a Copa de 2014 e que se preparem para a possibilidade de o Brasil sediar as Olimpíadas de 2016.