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SÃO PAULO – O mercado de combustíveis está cometendo abusos de preços, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, nesta quinta-feira (28), que disse que já acionou o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para investigar a situação.
“Há nove anos o preço da gasolina não tem aumento nas refinarias. Mas ela passa pelas distribuidoras e pelos postos, e o mercado é livre para estabelecer os preços”, afirmou Lobão, de acordo com a Agência Brasil. “Quem pode fiscalizar isso, no que diz respeito aos abusos, é o Cade, ao qual já pedimos que atue”.
Não é a primeira vez que o ministro afirma que os aumentos de preços dos combustíveis devem-se ao mercado. No início do mês, Lobão disse que o problema é que o mercado tem liberdade para praticar os preços que quiser.
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Além do Cade, o ministro afirmou que já pediu à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) para intervir no processo.
Para evitar ainda mais aumentos, Lobão afirmou que o Governo não descarta a possibilidade de alterar o percentual de etanol que é misturado à gasolina. Mas, com o início da safra de cana-de-açúcar, o ministro espera que os preços se regularizem nas próximas semanas.
Preços
Dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) mostram que o etanol continua caro, apesar das quedas verificadas na semana passada. O preço médio do litro do combustível atingiu R$ 2,338 na semana encerrada no último dia 23 – uma queda de quase 1% na comparação com a semana anterior, mas uma alta de 1,8% frente ao valor praticado quatro semanas antes, de R$ 2,296.
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Considerando os estados, na semana passada, frente a anterior, houve alta em 12 deles, manutenção dos preços em dois e no Distrito Federal e queda em sete estados. Considerando os preços atuais, frente aos praticados um mês antes, ocorreu elevação em todos os estados, exceto no Distrito Federal.