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SÃO PAULO – Os celulares devem ser mantidos desligados enquanto o usuário estiver dentro de um posto de gasolina. Pelo menos essa é a recomendação encontrada nos estabelecimentos.
No entanto, esta afirmação, que ainda causa dúvida nos cidadãos, não passa de uma forma de o posto evitar problemas para o próprio estabelecimento, já que, em São Paulo, a medida é lei.
Segundo a lei nº 13.440, sancionada em 2002 pela então prefeita Marta Suplicy (PT- SP), fica proibido o uso de celulares dentro de postos de gasolina.
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Explicação
De acordo com o pesquisador do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), Moacyr Duarte, um estudo de 1998 revelou que existe apenas uma possibilidade remota de o uso do celular provocar um acidente.
“Não é possível quantificar essa possibilidade, já que não existem dados de números de celulares em postos e nem casos de explosões”, afirma.
Segundo ele, para que um telefone celular se torne o causador de um incêndio ou explosão, é necessário que a mistura de vapor de gasolina e ar, numa proporção entre 1,3% e 6%, entre no aparelho.
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Depois dessa mistura, o toque da campainha, o alarme ou a bateria mal ajustada pode gerar uma centelha elétrica, servindo de ignição e gerando a explosão.
“Nenhum caso de explosão foi registrado até agora e, hoje em dia, com aparelhos cada vez menores, fica ainda mais difícil, já que o espaço interno não permite a entrada de vapor suficiente para fazer a ignição”, explicou o especialista.
Caso sério
Para Moacyr, muito mais perigoso do que o uso de celular são as geladeiras de refrigerantes e sorvetes nos postos de gasolina e ainda as máquinas de nota fiscal e pagamento eletrônico.
“Estes equipamentos, sim, são forte fonte de ignição e centelhas”, explicou o pesquisador, lembrando que eles deveriam estar a uma distância de 10 metros da ilha de abastecimento.