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SÃO PAULO – “A lei tem que pegar. A sociedade precisa dessa lei. O país precisa desesperadamente que essa lei funcione”, o pedido é do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, diante da queda dos efeitos da Lei Seca, segundo a Agência Brasil.
De acordo com a pesquisa Vigitel 2008 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), a frequência de consumo de bebidas alcoólicas antes de dirigir está aumentando progressivamente, chegando aos patamares anteriores à lei, de, em média, 1,5%.
Como em uma guerra
Segundo os dados, apresentados por Temporão na última terça-feira (7), no conjunto da população adulta das 27 cidades estudadas pelo Ministério da Saúde, 1,5% das pessoas afirmaram que dirigiram após o consumo de bebidas nos últimos 30 dias. Entre os homens, essa média chega a 3%, e entre as mulheres, cai para 0,3%.
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Com a Lei Seca, esses números estavam caindo a índices médios de 0,9%. Temporão negou que a fiscalização tenha diminuído e afirmou que a conscientização “se alcança ao longo de anos”. Segundo o ministro, para combater as mortes causadas pela mistura bebida e direção, a “repressão, por meio de blitz, multa e cadeia”, é um componente central.
“Dezessete mil mortes por ano são causadas em função dessa mistura. “É pior que uma guerra”, lamentou.
Em São Paulo, homens são menos cautelosos
Porto Alegre foi a cidade que registrou a menor variação de pessoas que afirmaram ter dirigido depois de consumo de bebidas alcoólicas, apontando variação de 0,7%.
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A capital gaúcha foi seguida por São Paulo, que registrou a segunda menor média, de 0,8%. Entre essas pessoas, na capital paulista, 6,6% dos que afirmaram ter bebido antes de dirigir são homens e outros 0,4%, mulheres.
Boa Vista obteve a maior alta, de 3,3%. Em Teresina, Aracaju, Palmas, Porto Velho e Goiânia, os índices também foram elevados: 3,2%, 2,9%, 2,8%, 2,8% e 2,7%, respectivamente.
Conforme o levantamento, homens e mulheres com idade entre 25 e 34 anos, que estão no estrato de maior escolaridade, são os que mais abusam da mistura perigosa.
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A pesquisa considerou como consumo abusivo de bebida a ingestão de quatro doses, em uma única ocasião, pelas mulheres e de cinco pelos homens.
Alerta
Na ocasião da apresentação da pesquisa, o ministro Temporão apresentou uma campanha para alertar sobre o perigo da mistura bebida e direção. A campanha será veiculada em rádio, televisão e mídia impressa.
Os caminhoneiros, segundo a Agência Brasil, serão o focos da campanha, uma vez que é frequente o uso de drogas e bebidas entre esses motoristas. Neste período do ano, especialmente, cresce o consumo dessa mistura, pois começa o escoamento da safra de grãos e os caminhoneiros utilizam esses recursos para ficarem acordados por mais tempo.