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SÃO PAULO – O diretor geral da Cabify no Brasil, Daniel Velazco-Bedoya, contou ao Infomoney que a empresa manterá os investimentos previstos para o país neste ano mesmo após a decisão da Câmara dos Deputados na última terça-feira (4). O plenário aprovou o texto-base do projeto que regulamenta os aplicativos de transporte junto com uma emenda que pode impedir o funcionamento desses mesmos serviços.
“O texto não é muito claro, ele leva à várias interpretações e gera várias dúvidas. O texto precisa ser revisado”, alega o executivo que se diz confiante com o aporte de R$ 625 milhões anunciado no início da semana para a consolidação da marca e expansão das operações no país.
Na quarta-feira (5), o Cabify iniciou suas operações em Brasília e já está presente em Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e nas cidades paulistas de Santos, São Paulo e Campinas.
“O momento atual é de ainda de entender qual será a decisão final do governo. Estamos confiantes com a entrada no país e trouxemos todo o investimento agora para o Brasil. Com a tomada de decisão dos deputados só nos preocupa o entendimento real do avanço regulatório aqui dentro”, conta Velazco-Bedoya, que pretende manter o crescimento médio de 70% mensal desde a chegada do aplicativo no Brasil, em junho de 2016.
O executivo do Cabify reconhece que a situação é “delicada” para a nova modalidade de transporte, mas que a decisão final ainda não foi tomada e o texto enviado para o Senado também pode ser mudado.
“O modelo atual é prejudicial tanto para quem trabalha com táxi como para os motoristas autônomos. Toda a aprovação da lei nos faz retornar a um modelo ineficiente. Se ele não fosse ineficiente não levantaria todo esse debate”, diz.
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Velazco-Bedoya conta que a equipe do Cabify ainda busca entender os reais impactos da lei e não descarta se unir a outros serviços semelhantes, como o Uber, em alguma ação para tentar barrar a aprovação no Senado. O projeto de lei chegou nesta sexta-feira (7) para análise dos senadores.
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