Redes sociais

Leadr, novo “Twitter” de investimentos do grupo XP, mira 300 mil usuários em 2020

Gratuita, nova rede social pretende integrar diferentes players, com o objetivo de fomentar o mercado financeiro; InfoMoney e equipe de jornalistas já estão na Leadr

SÃO PAULO – A Leadr, nova rede social de investimentos criada pelo grupo XP, fechou os primeiros meses de operação com o acesso de 70 mil usuários nos últimos 30 dias. A plataforma, com cadastro gratuito e disponível para qualquer pessoa, cliente ou não da XP, começou em modelo de soft launch em abril, com o lançamento oficial em junho.

Na tarde desta quarta-feira (12), a empresa também “estreou” no mercado internacional, por meio das boas-vindas recebidas da bolsa eletrônica Nasdaq, em seu tradicional telão na Times Square, em Nova York (ver foto).

Com meta de atingir 300 mil usuários até o primeiro trimestre de 2020, a plataforma guarda semelhanças com o Twitter, porém tem um foco bem definido: o universo dos investimentos.

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“Queremos fazer as pessoas se identificarem com o mercado financeiro. Somos um grande agregador de conteúdo, de pessoas e de empresas que tangenciam o mercado de alguma forma”, afirma Murilo Gomes, CEO da Leadr.

A ideia, diz, não é produzir informação na plataforma, mas integrar os diferentes players, dando voz a todos, com o objetivo de fomentar o mercado. “Queremos ser o topo do funil do mercado financeiro”, afirma Gomes, que ressalta que a Leadr não é uma prateleira de produtos, mas permite a pessoas e empresas construírem uma marca.

Sai a #, entra o $

Disponível na App Store (Apple) e no Google Play, a plataforma permite aos usuários compartilhar o conteúdo padrão de redes sociais, como links e fotos, mas esqueça as hashtags do Facebook e do Twitter. A novidade está nas chamadas “moneytags”, representadas pelo símbolo “$”. Com elas, é possível compartilhar cotações de ações, moedas, commodities e criptomoedas, que são salvas com os preços do momento da publicação e também com os valores do momento da visualização da publicação.

A rede sugere perfis para o usuário seguir, de acordo com três categorias: o Leadrboard, com os mais curtidos; os Destaques, escolhidos pelos editores e com novos membros; e aqueles relacionados aos temas de interesse definidos por cada usuário.

E há recortes temáticos de conteúdos, com painéis que reúnem as publicações mais curtidas nas últimas 24 horas sobre ações, criptomoedas, commodities, moedas, política, internacional e renda fixa. O InfoMoney e sua equipe de jornalistas já têm perfis na plataforma.

Além de ter mecanismos automatizados para identificar spam e publicidade, a rede conta com a intitulada “curadoria social” para moderar o conteúdo publicado, com os próprios usuários responsáveis por reportar mensagens inadequadas.

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Por ora, a Leadr não tem como objetivo ter uma parte paga, mas o CEO diz que existe a possibilidade de ser criado um recorte e serem ofertados mais serviços, à medida que a plataforma crescer em usuários.

Com dez pessoas na equipe e estrutura apartada da XP, a Leadr não tem anúncios e desenvolve no momento ferramentas para que os usuários possam compartilhar conteúdos de outras redes sociais.

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