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SÃO PAULO – Além de anunciar que também passará a cobrar dos passageiros uma taxa para marcação antecipada de assento, a Latam aumentou na última quarta-feira (18) os preços para despacho de bagagem. Essa é a segunda vez em sete meses que a tarifa sofre reajuste.
No ano passado, quando a aérea passou a cobrar pelo despacho, o preço era de R$ 30 por unidade de bagagem despachada no momento de compra da passagem. O primeiro reajuste veio em janeiro deste ano, quando o preço subiu para R$ 40, 33% mais caro; nesta semana, ele passou a ser de R$ 49, valor que representa uma alta de 22,5%.
Esses valores valem para o passageiro que precisar despachar somente uma unidade de bagagem de até 23kg. Se precisar de uma segunda unidade, paga ainda mais – cerca de R$ 99 reais, frente aos R$ 50 que eram cobrados quando a tarifa foi implantada.
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Desde que a cobrança foi implantada, o preço já aumentou 98%.
Somente as categorias mais baratas da companhia, Promo e Light, não incluem o transporte de nenhuma bagagem no preço. As outras duas incluem, mas unidades diferentes: a tarifa Plus inclui uma unidade de bagagem de até 23 kg, enquanto a Top, mais cara, duas do mesmo peso.
“A política de bagagens da Latam está em linha com as práticas dos mercados mais avançados da aviação mundial e atende as regulamentações previstas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ao contrário do que ocorria no passado, o custo do despacho da bagagem não está mais embutido no preço de todas as passagens aéreas”, disse a companhia em nota.
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A resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que permite às aéreas cobrarem ou não pelo despacho passou a valer em junho do ano passado, com a promessa de que, com isso, o preço médio das passagens ficaria mais baixo para o passageiro.
Um levantamento da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aérea) de setembro do ano passado apontava que depois que a resolução entrou em vigor, o preço médio caiu entre 7% e 30%. Ao mesmo tempo, dados de inflação divulgados pelo IBGE no início de abril deste ano apontou que os preços não caíram, mas sim saltaram cerca de 13,33%. As companhias estão sendo investigadas pelo DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor) do Ministério da Justiça para chegar a uma conclusão sobre a medida, mas, até o momento, passados 10 meses da investigação, o ministério não chegou a uma resposta.
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