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SÃO PAULO – As lâmpadas fluorescentes não podem mais ser vendidas sem a etiqueta do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) que comprove a economia no consumo de energia.
“A etiqueta mostra que a lâmpada passou por vários ensaios fotométricos, de vida e de depreciação para provar ser mais eficiente que as lâmpadas incandescentes”, explicou o técnico de Evolução da Conformidade do Inmetro, Alexandre Paes Leme.
A regra, estabelecida por uma portaria do instituto, vale desde o dia 5 deste mês de dezembro, sendo que a fiscalização do cumprimento dela começará em janeiro. O material que não estiver dentro das normas será apreendido, e os fabricantes e lojistas serão multados.
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Lâmpadas de qualidade
A importância da medida, ainda segundo Alexandre, é coibir a comercialização de várias lâmpadas importadas de baixa qualidade, que estão no mercado sem regulamentação.
“No mercado brasileiro, temos uma enxurrada muito grande de lâmpadas da China que não são de boa qualidade e contêm um material ferroso que se queima muito rápido e reduz a luminosidade em menos de um ano”, salientou.
Metodologia
O índice de eficiência da etiqueta ENCE foi definido como a razão entre o fluxo luminoso e a potência elétrica consumida, e a regulamentação traz a metodologia para a medição desses índices, medidos a 100 horas e a 2 mil horas por laboratórios credenciados ou designados pelo Inmetro.
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A regulamentação apresenta ainda valores distintos para lâmpadas com e sem invólucro para diversas faixas de potência. As lâmpadas, por exemplo, devem admitir uma depreciação do fluxo luminoso de, no máximo, 20%, após 2 mil horas de uso.