Ladrões de identidade oferecem dados pessoais por até US$ 18

Dados são vendidos por organizações criminosas e obtidas ilicitamente pelo processo de cracking

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SÃO PAULO – Segundo o mais recente relatório da Symantec, servidores são usados para que crackers vendam dados, como cartão de crédito e contas bancárias.

O estudo, intitulado Internet Secutirty Threat Report e divulgado na última segunda segunda-feira (19), revela que ladrões de identidade estão oferecendo números de cartão de crédito e conta bancária, datas de nascimento e outras informações confidenciais por valores entre US$ 14 e US$ 18.

Os dados são vendidos pelos “servidores econômicos do submundo” e usados por organizações criminosas para negociar informações capturadas pelo processo de cracking.

Golpes com identidades

As informações podem ser usadas para golpes com identidades, como abrir uma conta no banco com nome falso, por exemplo.

A exploração das vulnerabilidades ainda não corrigidas em softwares é uma maneira pela qual os criminosos ganham acesso aos computadores.

Segundo a Symantec, a oportunidade para criminosos aumentou devido o grande acesso por banda larga. Cerca de 86% dos cartões de crédito e débito disponíveis nos servidores foram criados por bancos dos EUA.

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Ataques quase invisíveis

O arquiteto de segurança da Symantec, Ollie Whitehouse, afirma que crackers exploram algumas brechas criando documentos maliciosos para o pacote Microsoft Office ou outros aplicativos.

Whitehouse diz que, enquanto programas de segurança bloqueiam programas executáveis, arquivos do Office são normalmente permitidos.

Um vídeo publicado no blog da Symantec mostra um ataque, quase invisível, em que o documento malicioso que infecta o sistema é aberto no micro, por meio de um inocente arquivo do Word.