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SÃO PAULO – Na madrugada desta terça-feira (3), o desembargador Cezário Siqueira Neto negou a liminar do WhatsApp que pedia a liberação do app. O escritório de advocacia que representa o aplicativo, Rossi & Watanabe, entrou com o mandato de segurança pedindo a suspensão do bloqueio na tarde de ontem.
O bloqueio foi ordenado no dia 26 de abril pelo juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE), e teve início às 14 horas da última segunda-feira (2) e dura até as 14 horas de quinta-feira. O juiz, o mesmo que fez com que o vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dzodan, alegou como motivo o fato de que o aplicativo não colaborou com investigações criminais ao não quebrar o sigilo de mensagens no app.
A empresa, entretanto, não tem acesso ao conteúdo das mensagens por conta do uso da criptografia de ponta a ponta como medida de segurança. Com ela, o conteúdo das mensagens trocadas fica oculto à empresa e a terceiros. Por isso, especialistas afirmam que o bloqueio do app é irracional.
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O WhatsApp não deixou de se posiciona sobre o ocorrido: “Depois de cooperar com toda a extensão da nossa capacidade com os tribunais brasileiros, estamos desapontados que um juiz de Sergipe decidiu mais uma vez ordenar o bloqueio de WhatsApp no Brasil. Esta decisão pune mais de 100 milhões de brasileiros que dependem do nosso serviço para se comunicar, administrar os seus negócios e muito mais, para nos forçar a entregar informações que afirmamos repetidamente que nós não temos”, disse em nota oficial.