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SÃO PAULO – As taxas de juros do CDC para financiamento de automóveis e do empréstimo em financeiras recuaram em setembro e alcançaram o menor nível da série histórica, iniciada em janeiro de 1995. Os dados fazem parte do levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), divulgado nesta segunda-feira (10).
Os juros da primeira modalidade de crédito passaram de 2,29% ao mês (31,22% ao ano) em agosto para 2,24% a.m. (30,45% a.a.), em setembro. Já a taxa da segunda modalidade caiu de 9,11% a.m. (184,69% a.a.) para 8,94% a.m. (179,41% a.a.), na mesma base comparativa.
Cheque especial e outras modalidades
Ainda de acordo com o levantamento, os juros mensais do cheque especial passaram de 8,25% em agosto para 8,23% em setembro. Ao ano, os juros dessa modalidade de crédito atingiram 158,33%, ante 158,90%.
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Os juros mensais do comércio, por sua vez, passaram de 5,60% em agosto para 5,54% em setembro. Ao ano, os juros atingiram 90,99%, ante 92,29%.
Já os juros do empréstimo pessoal em bancos recuaram de 4,58% para 4,47% ao mês, entre agosto e setembro. Ao ano, a taxa dessa modalidade de financiamento caiu de 71,15% para 69,00%.
O juro do cartão de crédito, por sua vez, manteve-se estável entre um mês e outro, em 10,69% ao mês. Essa taxa é a maior desde junho de 2000, quando estava em 10,70%.
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Saindo das dívidas
Segundo especialistas, como a dívida do cheque especial é uma das mais caras, o empréstimo consignado ou o crédito pessoal pode ser uma forma de diminuir a taxa de juros para aqueles que já estão no limite da conta. Quem fizer essa opção deve analisar com atenção o contrato feito com o banco e o valor da taxa cobrada pelo empréstimo.
Outra forma de evitar novos problemas é pedir que a instituição cancele essa linha de crédito, encerrando o limite do cheque especial. Para isso, entretanto, é necessário que o cliente negocie seus débitos atuais com o banco.
Os especialistas ainda esclarecem que o cheque especial não pode ser visto como renda, devendo ser utilizado por um período curto e emergencial. “Se tiver necessidade de usar esse limite por um período maior, procure a sua instituição financeira e faça um empréstimo pessoal (que tem custos menores) para liquidar o cheque especial”, orientam.