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SÃO PAULO – Considerado por economistas e pelo próprio setor como maior responsável pela manutenção do crescimento das vendas do comércio este ano, o crediário registrou alta de 3 pontos base em sua taxa de juros de maio, segundo informa pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
No período, as vendas a prazo oferecidas pelo varejo nacional passaram a custar, em média, 6,13% mensais ao consumidor.
Entre as localidades analisadas pela sondagem, o Estado de São Paulo é o que possui o crediário mais barato, com encargos de 5,85% ao mês. Próximo deste nível, na segunda colocação, Brasília registra juros de 6,0%. Por outro lado, o comércio do Rio Grande do Sul apresenta os maiores custos para o consumidor, com taxa de 6,30%.
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Concessionárias têm juros mais baixos
A pesquisa da Anefac mostra também que as concessionárias de veículos são os estabelecimentos que oferecem as condições de crédito mais favoráveis aos clientes, com juros mensais de 3,68%. Em contrapartida, as lojas de artigos para ginástica e cuidados com a saúde cobram, na média, 8,68% de encargos por mês, taxa mais alta do crediário.
Ainda segundo a pesquisa, a diferença dos custos das vendas a prazo pode ser notada também entre as grandes e pequenas redes de varejo. Enquanto as maiores empresas, com mais capacidade de oferecer benefícios aos consumidores, registraram juros mensais de 4,59% em maio, os estabelecimentos de menor porte não conseguiram cobrar taxas abaixo de 6,81% por mês.
Vale dizer que a sondagem da Anefac considerou outros segmentos do comércio, como empresas de turismo (4,04% de juros mensais no crediário), lojas de celulares (5,17%), de eletroeletrônico (5,72%) e de decoração (8,36%). No que se refere às regiões, também foram analisados os estados do Rio de Janeiro (6,25%), Minas Gerais (6,21%), Paraná (6,22%) e Santa Catarina (6,09%).