Juros bancários cairão moderadamente durante governo de Dilma Rousseff

Professor afirma que não há condições das taxas caírem pela metade, como aconteceu no governo Lula

SÃO PAULO – “No governo Dilma Rousseff não teremos a mesma redução dos juros bancários registrados durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva”. A afirmação do professor da FGV Management e sócio da Sbessa e Associados, Sérgio Bessa, se refere aos números divulgados pelo Banco Central.

Segundo levantamento, em oito anos, as taxas caíram pela metade. Enquanto ao fim do mandato de Fernando Henrique Cardoso, os juros bancários eram de 83,5%, ao final de 2010, eles estavam em 40,6%. 

“Essa queda é consequência da redução da taxa Selic ao longo dos anos. Ela era de cerca de 25%, quando Lula assumiu a presidência, e de 10,75%, quando ele saiu. Não podemos achar que Dilma reduzirá a taxa de 11,25% para 5%”. 

Queda menor
Bessa explica que essa redução foi possível no governo Lula porque a base era alta, ao contrário do que acontece agora. 

“Dá para reduzir uma taxa de 25% para 10%. Mas é muito difícil reduzir de 10% para 5%. Só na poupança nós já temos uma garantia de juros de 6%. A taxa básica de juro nunca será menor que isso, a menos que haja uma mudança muito grande na poupança”, explica. 

Apesar de a perspectiva de queda não ser tão significativa, o professor acredita que os juros ficarão menores nos próximos quatro anos. “As taxas devem cair de 10% para 8% durante o governo Dilma. Não será muito mais que isso, não”. 

Consequentemente, as pessoas físicas não terão reduções marcantes nas taxas cobradas pelas instituições financeiras. “Com certeza, as taxas aos clientes bancários não cairão muito”.