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SÃO PAULO – Pesquisa feita pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostra que os sucessivos aumentos dos juros e a queda de renda os trabalhadores prejudicam cada vez mais o desempenho do comércio paulistano.
Consultas ao SPC caíram 8,2%
De acordo com a pesquisa as vendas no crediário foram as mais afetadas, já que as consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), importante indicador dos negócios a prazo, apresentou queda de 8,2% entre o mês de fevereiro e os cinco primeiros dias de março na comparação com o mesmo período no ano passado. Já as consultas ao Usecheque, que mede as vendas à vista, caíram 0,9% no mesmo período.
O período de comparação foi estendido até o dia de 05 de março por conta do Carnaval, já quem em 2002 o feriado caiu no mês de fevereiro, o que comprometeria a base de comparação.
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Para se ter uma idéia, se forem comparados apenas os meses de fevereiro entre os anos 2003/2002 as consultas ao SPC caíram 1,3%, enquanto as do Usecheque subiriam 4,9%, o que demonstra claramente o quanto o Carnaval influencia nas vendas do comércio, sobretudo pelo fato de haver um forte êxodo por parte dos paulistanos.
Recuperação das vendas depende da queda dos juros
Segundo o presidente da ACSP, Alencar Burti, “a desaceleração do movimento do varejo em fevereiro já era esperada tendo em vista a nova elevação da taxa Selic e o aumento do compulsório dos bancos, o que deixou o crédito mais escasso e os juros mais altos”.
No início do ano, em janeiro, a taxa básica de juros da economia, a Selic, subiu para 25,5% e no último mês sofreu novo reajuste para 26,5%. Estes reajustes têm prejudicado o desempenho do varejo, cenário que não deve mudar muito nos próximos meses, a não ser que surja um novo fato que estimule o consumo, como a queda da Selic.
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Inadimplência estabilizada
No que se refere à inadimplência o presidente da ACSP destaca resultados positivos em fevereiro. Burti informa que a inadimplência se manteve estabilizada no período, houve aumento de 3,7% dos novos registros de inadimplentes recebidos pela entidade, mas em contrapartida, o número de registros cancelados cresceu 20,4%.
Contudo, estima-se que o índice de inadimplência deve começar a subir nos meses de março e abril, por uma questão sazonal. De acordo com o economista da ACSP é nesta época que o varejo começa a registrar atrasos nas prestações de algumas compras feitas na época do Natal.