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SÃO PAULO – Pesquisa realizada com jovens de cinco regiões brasileiras mostra que eles próprios têm consciência de que são imprudentes no trânsito. Para 88% dos entrevistados, o jovem dirige mais depressa. Destes, 39% acreditam que o que impulsiona este comportamento é a adrenalina e 30% acreditam que é a bebida.
De acordo com a pesquisa, para 86%, o comportamento de risco no trânsito é intensificado quando o jovem está em grupo de dois ou mais amigos.
A pesquisa revelou também que, do total de entrevistados, 55% declara que a fiscalização eletrônica é mais eficiente que a feita por agentes de trânsito.
Desrespeito à legislação
Segundo o levantamento, há um descrédito dos jovens em relação às autoridades de trânsito e falta de respeito às leis.
Esse desrespeito é mostrado pelo número de jovens com menos de 18 anos que dirigem sem ter carteira de habilitação. Do total de entrevistados com menos de 18 anos, 20% declararam que dirigem de vez em quando e, destes, 60% aprenderam a dirigir com os pais.
Sobre a pesquisa
O levantamento aponta o comportamento e a visão do jovem brasileiro sobre o trânsito e foi realizado pelo Ibope, a pedido do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST), Perkons (empresa de equipamentos de fiscalização eletrônica), Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot).
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Mil jovens entre 16 e 25 anos, em 66 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes, foram entrevistados. Esta é a primeira vez que uma pesquisa nacional traça o perfil e o pensamento do jovem sobre o trânsito. Os resultados serão enviados a ONU/OMS, com o objetivo de que sejam desenvolvidas ações que contribuam para a redução do número de acidentes envolvendo jovens.
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