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SÃO PAULO – Programas espiões, que registram tudo que alguém digita em um teclado e repassam os dados a terceiros, são muito comuns em sites fraudulentos na web. Em breve, para se proteger desse tipo de roubo de informação, o usuário precisará se preocupar não apenas com as ameaças virtuais, mas também com as materiais.
Foi desenvolvido por alunos da Universidade da Pensilvânia um dispositivo chamado JitterBug que, instalado no assessório, poderá fazer o mesmo, sem que o digitador perceba o que está acontecendo.
Interceptação de dados
A tecnologia funciona da seguinte forma: cada vez que uma tecla é pressionada, o dispositivo provoca pequenos atrasos no envio da informação ao computador. No meio tempo, intercepta os dados, inclusive os que estiverem encriptados, e os repassa.
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Apesar de serem rápidos o bastante para passarem despercebidos, são o suficiente para roubar informações pequenas, mas muito importantes, como senhas.
Discrição e espionagem em massa
O aspecto que mais assusta é a discrição. Esse tipo de assessório poderia ser facilmente instalado pelos fabricantes e a tecnologia poderia ser aplicada não apenas a teclados, mas a outros periféricos e softwares, e seria bem difícil de descobri-lo. Em outras palavras, essas possibilidades levantam o medo da espionagem em larga escala.
Em testes realizados na faculdade, dados digitados em teclados com JitterBugs foram transmitidos de forma razovelmente confiável à Universidade Nacional de Cingapura.