Japoneses criam robô com câmera e sensores para identificar perigo

"Guardrobo D1" foi desenvolvido para atuar como segurança em escritórios, shoppings e bancos, garantindo a segurança

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SÃO PAULO – Os japoneses sempre foram conhecidos por sua criatividade em desenvolver novas tecnologias e aplicá-las às suas necessidades. Recentemente, uma área que vem recebendo atenção especial dos cientistas japoneses: a robótica.
A novidade desta vez é o “Guardrobo D1”, um robô desenvolvido para atuar como segurança em escritórios, shoppings e bancos. Eles contam com uma câmera e sensores, e são programados para patrulhar, seguindo passos pré-programados, e identificar sinais de perigo.
Pensando no futuro

Quando identificar perigo, o robô acionará guardas humanos, enviando a eles trechos de vídeo onde captou imagens de intrusos, incêndios ou até mesmo vazamentos de água.
A empresa de segurança, Sohgo Security Services, responsável pelo desenvolvimento do novo robô está negociando a sua comercialização com diversos clientes, e espera colocá-lo no mercado com um sistema de segurança dentro de um ano.
Representantes da empresa alertam que, com o envelhecimento da população japonesa, será cada vez mais difícil, no futuro atrair profissionais jovens e capazes, o que deve prejudicar alguns segmentos como o de segurança. O Guardrobo D1 pode acabar se transformando em uma alternativa para a indústria de segurança, no sentido de repor a queda da mão de obra jovem.
Tecnologia em função dos idosos

A estimativa é de que atualmente um quinto da população japonesa tenha mais de 65 anos de idade, parcela que tende a aumentar nos próximos anos com o aumento da expectativa de vida da população.
Segundo o governo, o número de idosos no Japão nunca foi tão grande, o que gera um interesse maior em orientar tecnologias também no sentido de garantir a saúde e o bem estar dessa parcela que constitui grande parte da população japonesa.
Prova disso é o lançamento de um outro robô, apresentado no começo deste mês, chamado PBDR. A máquina, que veste traje de gala e tem rosto feminino, responde a movimentos humanos, e serve de parceira de danças de salão. No entanto, apesar de sua função divertida, o objetivo vai além: o robô continuará a ser desenvolvido para ser capaz de cuidar de idosos, adivinhando suas necessidades a partir de movimentos mínimos.