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SÃO PAULO – A recente invasão da Crimeia pode fazer com que a Rússia seja eliminada da Copa do Mundo. É o que querem o presidente do Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceller da Alemanha, Angela Merkel, que pleteiam esse movimento frente à FIFA. Seria uma mudança significativa no perfil do turista que visitaria o Brasil.
O irônico é que Israel, um dos países mais militarizados do mundo, poderia assumir a vaga. Terceira colocada no grupo das eliminatórias que classificou a Rússia, o país, que fica na Ásia, só disputa as eliminatórias europeias pelo histórico de grandes conflitos contra os países árabes, que nunca aceitaram a existência do estado judeu na região.
Envolta em uma região geopoliticamente complicada, com vizinhos governados por ditaduras e extremistas, Israel poderia vir ao Brasil graças às suas guerras do passado – algumas delas iniciadas pelos árabes, outras com o primeiro passo por Israel – ao passo que a Rússia estaria desclassificada por conta de sua atual intervenção. Não seria primeira vez de Israel em copas, um time composto por judeus representou a Palestina no Uruguai em 1930, na primeira Copa do Mundo.
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Também não é a primeira vez que uma seleção é excluída por conta de conflitos de um grande torneio de futebol. A Iugoslávia foi eliminada da Eurocopa em 1992 por conta do conflito que deu a independência à Croácia e Bósnia, dando seu lugar à Dinamarca, que acabou vencendo o torneio. Na época, a Fifa encaminhou o pedido à Uefa.
Outra equipe que poderia postular a participação é a Suécia, de Zlatan Ibrahimovic, que perdeu de Portugal na repescagem para a Copa. Com a eliminação da Rússia, Portugal assumiria a 1ª colocação do grupo, enquanto Israel teria que disputar com a Suécia a sua classificação. Dificilmente conseguiria.