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SÃO PAULO – O ano de 2005 fecha sem que a meta de inflação para o ano (5,1%) tenha sido alcançada. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a maior culpada pela alta acumulada em 2005 de 5,88% no IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial) foi a passagem de ônibus.
A inflação medida pelo IPCA-E, que se refere às famílias com rendimentos que vão de um a 40 salários mínimos mensais nas principais regiões metropolitanas do País, apesar de ter ficado abaixo das expectativas do ano, desacelerou em 1,66 ponto percentual na comparação com a medição do ano passado (7,54%).
Ônibus mais caros
Segundo a pesquisa, as passagens de ônibus urbanos subiram 11% e a gasolina outros 10,48% e foram os principais responsáveis pela elevação da inflação.
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Os outros reajustes destacados pelo IBGE foram nas passagens aéreas, taxa de esgoto e empregados domésticos, que variaram 28,28%, 13,37 e 11,52%, respectivamente.
A subida nos preços do telefone fixo (6,73%), mensalidades escolares (7,72%), remédios (5,99%), planos de saúde (12,02%) e energia elétrica (7,97%) também influenciou o resultado.
Alimentos aumentam pouco
De acordo com a pesquisa, a variação do IPCA-E só não foi maior porque os alimentos tiveram seus preços aumentados em apenas 2,15% em 2005, frente aos 3,64% anotados no ano passado. Os principais responsáveis pela alta foram os refrigerantes (8,13%) e o leite em pó (12,39%).
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Muitos outros alimentos da cesta-básica ficaram mais baratos. Foi o caso do arroz (-24,01%), óleo de soja (-17,96), feijão carioca (-8,06%) e macarrão (-5,07%).