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SÃO PAULO – A inflação gera um impacto diferente nas famílias de baixa renda e, por isso, muitas instituições criaram índices específicos para medir os preços para essa classe social ou incluíram na análise geral uma avaliação dos preços que impactam no orçamento das famílias de baixa renda, como é o caso do ICV, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Mas, apesar de tratarem do mesmo público, índices como o IPC-C1, da FGV (Fundação Getulio Vargas) e INPC, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), além do ICV, podem apontar inflações diferentes. Isso porque a metodologia e os critérios utilizados são distintos para cada instituição e entendê-los pode ajudar a compreender os resultados.
INPC
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE, é obtido com a média aritmética dos índices de preços encontrados nas principais regiões metropolitanas do País, como Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além de Brasília e Goiânia.
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A variável de ponderação do INPC é a população residente urbana obtida por estimativa ou com base nos resultados do censo demográfico, para a população-objetivo, com renda de 1 a 6 salários mínimos.
IPC-C1
Já o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1), da FGV, considera o resultado de quatro capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife. Esse índice considera os domicílios com renda de até 2,5 salários mínimos. Segundo a Fundação, 80% dessas residências estão concentradas nas quatro capitais consideradas.
A partir das quatros cestas regionais, chega-se a uma estrutura agregada. Para cada cidade, o peso no índice é diferente, devido à concentração de domicílios de baixa renda. O Rio de Janeiro possui um peso de 30,9%, São Paulo, de 31,10%, Salvador, de 23,80%, e Recife, de 14,20%.
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ICV
O ICV (Índice de Custo de Vida), do Dieese, calcula o custo de vida em geral, mas também faz análises por estrato de renda, considerando o padrão de vida na cidade de São Paulo.
Para o cálculo do custo de vida das famílias de cada estrato de renda, a pesquisa identifica qual a estrutura de consumo de cada um deles e combina as informações obtidas com as relativas aos rendimentos dessas famílias.