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Faz tempo que a Microsoft Corp. está tentando transformar o Internet Explorer em um navegador moderno capaz de igualar o apelo do Chrome do Google Inc. e do Firefox da Mozilla. Após perder participação de mercado por anos, a empresa está começando do zero.
A produtora de softwares revelou o Project Spartan, um navegador feito para ser mais rápido, mais focado na exibição do conteúdo de forma destacada e capaz de manejar padrões modernos de programação para a internet. Ele inclui o Cortana -assistente pessoal de busca da Microsoft ativado por voz- e a capacidade de anotar páginas da internet com o uso de uma caneta ou do mouse e compartilhar pensamentos por e-mail e pelas redes sociais ou salvá-los na nuvem.
O Internet Explorer também será incluído no Windows 10 para clientes corporativos que ainda precisam dele, mas o Spartan será o foco principal do Windows 10, mais novo sistema operacional da Microsoft, exibido quarta-feira em um evento realizado em Redmond, Washington.
“Com o Spartan, nós acabamos tendo uma experiência moderna de navegação que se comporta mais como aquilo que os usuários têm mostrado que gostam no Firefox e no Chrome”, disse Wes Miller, analista da Directions on Microsoft em Kirkland, Washington.
Nas principais apresentações do Windows 10, a empresa não citou o relacionamento entre o Internet Explorer e o Project Spartan. Em uma entrevista posterior, na quarta-feira, o diretor de Marketing, Chris Capossela, explicou o pensamento da Microsoft: a maioria das pessoas usará o Spartan, disse ele, e algumas delas nem perceberão que o Explorer está instalado junto com o Windows 10.
Os clientes corporativos, contudo, se desejarem podem escolher ter apenas o Internet Explorer como navegador e o programa será disponibilizado por causa de aplicativos comerciais específicos que precisam dele para rodar. A Microsoft também receberá retornos a respeito de como funciona a estratégia de dois navegadores e não informou se haverá uma opção padrão, disse ele.
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Participação em navegadores
O Internet Explorer tinha uma participação de 59 por cento no mercado de navegadores de desktop em dezembro -ou seja, ele ainda é o maior programa do tipo, apesar de a fatia ser bastante menor que a de 97 por cento ostentada em 2003. O Chrome teve 23 por cento e o Firefox, 12 por cento, segundo a empresa de análises da internet NetMarketShare.
Pelo lado dos dispositivos móveis, o Safari, da Apple Inc., ficou em primeiro lugar, com 44 por cento, graças à popularidade de seus iPhones e outros dispositivos móveis. O Chrome ficou com 24 por cento. Mais abaixo na lista, o Internet Explorer manteve uma participação de 2,3 por cento em tablets e telefones.
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O Spartan também rodará em dispositivos móveis, dando à empresa mais uma chance de combate em um momento em que os usuários cada vez mais realizam suas tarefas de computação em smartphones e tablets.
Nomes do Halo
O codinome Spartan mantém a escolha de adotar títulos de produtos do videogame Halo, da Microsoft, após tomar a alcunha Cortana emprestada do jogo para batizar seu assistente digital para a vida real ativado por voz. Na série de jogos Halo para Xbox, os Spartans são supersoldados humanos geneticamente modificados que combatem vilões alienígenas.
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A Microsoft investiu centenas de milhões de dólares no final dos anos 1990 para diminuir a diferença em relação ao Netscape, pioneiro da navegação na internet. Nesse processo, a maior fabricante de softwares do mundo desencadeou um caso federal antitruste que, ao terminar, a classificou como monopólio. O Internet Explorer finalmente superou o Netscape Navigator em 2000. Ao chegar à liderança, a Microsoft reduziu a equipe e os gastos do navegador até que o surgimento do Firefox forçou a empresa a recompor seu time — e a participação do Explorer está em declínio desde então.
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