Internauta é displicente com criação de senha na Web, aponta pesquisa

Segundo pesquisa, 73% dos usuários usam as mesmas senhas para acessar a praticamente todas as contas que possuem na rede

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SÃO PAULO – Pesquisa realizada pela empresa de sistema de segurança BitDefender revelou o quão fácil é a vida de um hacker no mundo virtual.

Além de dominar as mais diversas ferramentas cibernéticas para invadir contas alheias, ele ainda tem a ajuda de um colaborador um tanto irresponsável: o usuário comum.

De acordo com a pesquisa, das mil pessoas entrevistadas em 16 países, 73% delas usam as mesmas senhas para acessar a praticamente todas as contas que possuem na rede.

Isso significa, por exemplo, que, se alguém descobrir uma única senha, terá a capacidade de acessar quaisquer contas na web da respectiva pessoa.

Senhas
A passividade dos usuários torna-se ainda maior quando perguntados sobre a complexidade das senhas. Um total de 25% afirmou que suas senhas têm o mínimo de caracteres pedidos. Apenas 1% dos entrevistados afirmou ter alguma senha com 15 caracteres ou mais.

Durante um experimento na internet, os mesmos pesquisadores, ao colocarem as senhas “brasil”, “futebol”, “123456”, descobriram que inúmeras contas possuíam o mesmo login e, respectivamente, as mesmas senhas.

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No entanto, segundo a autora da pesquisa, Sabina Datcu, PhD em Estatística e Informática, a complexidade de uma senha não é medida somente com base em seu tamanho, mas também em relação ao tipo de caracteres que ela contém.

Observou-se que mais de 60% dos entrevistados utilizam apenas letras maiúsculas ou minúsculas em suas senhas, enquanto 21% utilizam uma combinação dos dois. Somente 5% utilizam senhas que misturam letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais.

Segurança
O que realmente chamou a atenção da pesquisadora foi a facilidade com que os entrevistados revelaram suas senhas, quando perguntados sobre a complexidade em torno delas.

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Segundo Sabina, mais de 12% das pessoas deram suas senhas a ela. Disseram: “Minha senha é “tal”. Você a achou forte o suficiente?”.