Intenção do consumidor em comprar à vista cresce mais do que a prazo em abril

Segundo ACSP, houve aumento de 12,9% nas consultas feitas ao SCPC Cheque, na comparação com abril de 2007

Publicidade

SÃO PAULO – A intenção dos consumidores em comprar à vista, medida pelas consultas feitas ao SCPC Cheque (antigo UseCheque), aumentou 12,9% em abril, em relação ao mesmo período do ano passado, revela levantamento divulgado nesta segunda-feira (5) pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

Considerando as consultas feitas ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), que mostram a intenção dos consumidores em comprar a prazo, percebe-se alta de 12,6% no mesmo período.

De acordo com o presidente da ACSP, Alencar Burti, o que deve ser considerado, para análise deste crescimento, é que abril de 2008 teve dois dias úteis a mais do que o mesmo mês do ano passado.

Análise mensal e acumulado do ano

As compras à vista também foram destaque quando analisados os meses de março e abril deste ano. Na comparação mensal, o levantamento mostra que o SCPC teve queda de 1,3%, enquanto o SCPC Cheque registrou crescimento de 1,9%.

“Levando em conta todo o primeiro quadrimestre, temos que o SCPC registrou aumento de 7,8% e o SCPC Cheque, de 8,1% sobre o ano passado, o que demonstra que o comércio está mantendo o ritmo observado no final de 2007”, explica Burti.

Inadimplência

Ainda segundo o levantamento, houve um aumento de 19,8% no número de registros recebidos no cadastro de inadimplentes do SCPC em abril, na comparação com o mesmo mês de 2007. Na comparação mensal, o avanço foi de 1,4%.

Continua depois da publicidade

“Embora seja sazonal o crescimento do número de registros recebidos, ele sinaliza um crescimento da inadimplência que exige maior cautela na concessão de crédito”, diz Burti.

Já a quantidade de cancelamentos de débitos elevou-se em 22,8% no mês de abril, em relação ao mesmo mês de 2007 e 4,4% na análise mensal.

Ainda de acordo com o presidente da ACSP, a elevação da taxa Selic na última reunião do Copom ainda não deve estar afetando o movimento no varejo. “Seu impacto poderá ser sentido no segundo semestre, reduzindo o ritmo de crescimento das vendas”.