Publicidade
SÃO PAULO – A intenção dos consumidores em comprar a prazo, medida pelas consultas feitas ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), aumentou 3,5% em março, em relação ao mesmo período do ano passado, revela o levantamento divulgado desta terça-feira (1) pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
Considerando as consultas feitas ao SCPC Cheque (antigo Usecheque), que mostram a intenção dos consumidores em comprar à vista, percebe-se alta de 3,2% no mesmo período.
No primeiro trimestre de 2008, o aumento foi de 6,5% no SCPC Cheque e de 6,3% no SCPC, sobre igual período do ano passado.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Inadimplência
Ainda segundo o levantamento, houve um aumento de 11,3% no número de registros recebidos no cadastro de inadimplentes do SCPC em março, na comparação com o mesmo mês de 2007. No primeiro trismestre de 2008, o aumento foi de 14,4%.
Já a quantidade de cancelamentos de débitos elevou-se em 9,1% no mês de março e 16% nos três primeiros meses do ano.
Resultados
Para o presidente da ACSP, Alencar Burti, o resultado de março foi prejudicado pelos feriados. Ele explica que a comparação trimestral reflete melhor o ritmo de movimento do varejo.
Continua depois da publicidade
Sobre a inadimplência, Burti diz que os dados de março sinalizam um crescimento, mas ainda sob controle. “Estes números nos mostram que as instituições financeiras e o varejo devem ter cautela na concessão de crédito, procurando conhecer o histórico do consumidor e a sua capacidade de endividamento”.
Burti declarou ainda que espera que o Banco Central não promova qualquer elevação da taxa Selic, pois um aumento dos juros afetaria mais rapidamente os investimentos e a oferta do que o consumo. “Sendo as pressões inflacionárias localizadas, não há necessidade de se reduzir a demanda, pois a produção industrial e as importações vêm atendendo ao mercado. Elevar os juros no momento, mesmo que em um percentual mínimo, pode provocar forte crescimento da inadimplência e acarretar incerteza quanto ao futuro, provocando uma desaceleração desnecessária da economia”, analisa.