Intenção de consumo dos paulistanos é o menor para fevereiro desde 2010

O ICF (Índice de Consumo das Famílias) registrou recuo de 0,9% no segundo mês do ano, em relação ao mês imediatamente anterior

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SÃO PAULO – A intenção de consumo dos paulistanos apresentou o nono recuo consecutivo no segundo mês do ano e registrou o menor valor para um mês de fevereiro desde 2010, segundo revelam dados da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), divulgados nesta terça-feira (12).

De acordo com a entidade, o ICF (Índice de Consumo das Famílias) registrou diminuição de 0,9% no mês passado, em relação ao mês imediatamente anterior, atingindo 135,5 pontos. Vale lembrar que, abaixo de 100 pontos, o índice revela uma percepção de insatisfação e, acima deste patamar, podendo chegar a 200 pontos, indica satisfação.

Para a assessoria técnica da Fecomercio-SP, a redução do indicador em fevereiro foi puxada principalmente pela insatisfação dos pesquisados com seu nível de consumo atual, que apresentou queda de 6,3% , ficando em 97,4 pontos.

Sobre o futuro, a Fecomercio-SP avalia que deve se manter a tendência de queda do índice, visto que os fatores fundamentais para estímulo do consumo, da renda e do emprego estão sendo afetados.

“Pelo lado da renda, a inflação vem lentamente corroendo o poder de compra das famílias. Em termos empregatícios, as incertezas sobre o crescimento interno prejudicam as projeções favoráveis. Os aspectos como o aumento da gasolina e volta do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) só contribuirão para manter a tendência de queda do ICF”, diz a entidade.

Categorias
O indicador da Fecomercio-SP é composto por sete itens, sendo eles: emprego atual, renda atual, acesso ao crédito, nível de consumo, perspectiva profissional, perspectiva de consumo e momento para duráveis.

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Dos itens analisados, apenas consumo atual ficou abaixo dos 100 pontos, porém outras categorias também impactaram o resultado de fevereiro.

A satisfação com a renda atual, por exemplo, apresentou queda de 1,2%, atingindo 151,8 pontos. Já o nível de satisfação com o acesso ao crédito registrou recuo de 7%, ficando em 151,1 pontos, enquanto que os itens relacionados ao emprego atual e perspectiva profissional apresentaram queda de 2,3% e 4,3%, nesta ordem.

“A conjuntura econômica permanece incerta, com um ritmo de crescimento abaixo do esperado pelo mercado, muito por conta do afastamento de novos investimentos produtivos devido à intervenção do governo na economia. Nesse sentido, os trabalhadores tendem a ficarem mais receosos em relação à manutenção dos seus cargos, pois em momentos de crise ou de incertezas, as empresas procuram conter gastos”, finaliza a Federação.

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