Inteligência artificial pode se tornar uma ameaça no mercado de trabalho?

Opiniões se dividem quando o assunto é o papel dos robôs e máquinas inteligentes e o dos humanos no ambiente laboral

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SÃO PAULO – A preocupação de que a inteligência artificial de robôs e computadores se torne uma ameaça aos humanos no âmbito do mercado de trabalho parece estar se espalhando.

Segundo o futurologista da British Telecom, Ian Pearson, os homens deverão sofrer mais com a “invasão” das máquinas inteligentes nos escritórios nos próximos 10 a 20 anos, já que os primeiros postos de trabalho a serem automatizados são os tipicamente ocupados por funcionários do sexo masculino, como o de programador.

Rivalidade ou parceria?

Por outro lado, os cargos de relações públicas ou recursos humanos, geralmente ocupados por mulheres, estão menos ameaçados. No entanto, ele aponta que elas também não estão seguras: com menos homens trabalhando, as unidades de RH das empresas iriam diminuir, por exemplo.

No Japão, o avanço do uso de robôs nos escritórios e em outros lugares, como hospitais e até mesmo nas casas, é tanto que o governo já estuda a elaboração de regras para a manutenção deles.

Porém, por lá, a preocupação é diferente. Enquanto o funcionário britânico se sente ameaçado, os japoneses vêem nas máquinas uma solução para o problema da redução gradativa de sua força de trabalho, resultado da baixa natalidade e do envelhecimento da população.