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SÃO PAULO – A informalidade no Brasil corresponde a 39,8% do PIB, enquanto a média mundial é de 32,5%. O dado foi fornecido pelo vice-presidente para Assuntos Governamentais da Visa Internacional, Salvador Perez Galindo.
Em palestra sobre Desenvolvimento Econômico de Pagamentos na América Latina, no 1º Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento, ele afirmou que em vários países há incentivos fiscais para transações financeiras por meio eletrônico, adotados para inibir a informalidade e estimular a bancarização. “Uma economia baseada em dinheiro (em espécie) é uma economia fraca, sem crédito disponível”, afirmou o vice-presidente.
Fraudes
Galindo afirmou que nos países desenvolvidos, entre 75% e 90% do volume monetário está em depósitos em bancos, contra 10% e 50% nas economias menos desenvolvidas.
Ele ainda declarou que é preciso uma evolução na legislação, com mecanismos de prevenção e repressão mais forte às fraudes de cartões, para expansão de em meio eletrônico de pagamento. “No México, uma reforma no código penal, em abril, estabeleceu punições pesadas para os funcionários de bancos que facilitam ações fraudulentas”, disse Galindo.
Transações
As taxas das transações por meio eletrônico não podem ser baseadas no custo da operação. A opinião é do executivo da IBM, Rafael Dan Shur, que disse que a cobrança não deve buscar a equação custo/receita da operação.
Ainda segundo ele, não existe regra para estabelecer preços nas operações, mas que isso é determinado conforme os objetivos estratégicos. “Quanto mais cartões em circulação, mais os comerciantes se interessam em instalar terminais. E vice-versa. O sistema depende dessas duas demandas e, em alguns momentos pode ser interessante favorecer mais uma ponta ou outra”, explicou Shur.
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