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SÃO PAULO – O Facebook se encontra ameaçado pela 1ª vez na história, com o grande crescimento do Ello – que ganha mais de 30.000 novos usuários a cada hora. Contra uma “política mercenária” da empresa de Mark Zuckerberg, muitas pessoas estão pulando de cabeça na nova rede social.
Mas ela é boa? Ainda é um mais ou menos. No momento, a minha impressão é que ela se parece mais com o Twitter do que com o Facebook. A única invenção da rede (que ao menos não há no Facebook) é a possibilidade de ter duas timelines diferentes: friends e noise. A primeira, obviamente, agrupa os seus amigos, enquanto a segunda é para quem você quiser seguir.
A quantidade de usuários ainda é decepcionante. Além da minha namorada (que me convidou), só consegui encontrar uma amiga, e somente por ela ter postado no Facebook que havia feito um perfil no Ello. Mesmo assim, não consegui encontrá-la pelo nome, apenas pelo username, que tive que perguntá-la.
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Como teste, procurei os candidatos à presidência. Marina Silva e Aécio Neves não encontrei, mas haviam três perfis para a Dilma Rousseff. Não há como garantir que algum deles era oficial, mas dois deles eram claramente fakes. Adicionei o que achei que era verdadeiro aos amigos, e endossei os seguidores da presidente no Facebook.
Colocando os outros candidatos, só encontrei Eduardo Jorge, que também entrou para minha lista de amigos. Mas há uma infinidade quantidade de fakes de temas norte-americanos, onde a rede é mais popular, como perfis que se passam pelo Facebook, Google e até o presidente dos EUA, Barack Obama.
Alguns posts dos meus amigos (Dilma inclusa) apareceram na minha timeline, outras não. Procurei explicação sobre isso, mas não achei. Um fator que potencialmente será irritante no longo prazo é como você é notificado de menções ou de que pessoas começaram a te seguir. Enquanto o Facebook lhe notifica no alto da tela, o Ello envia um e-mail para você (o que pode ser desligado). Um centro de notificações está entre os próximos detalhes a ser adicionado no Ello. Assim como um chat privado. E outros milhares de detalhes que ainda fazem o Facebook muito melhor do que o Ello.
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Um aspecto positivo é a possibilidade de incluir gifs animados e itálicos através de HTML, uma função que o Facebook não tem. Há um bom terreno para que a rede fique melhor, mas é necessário esperar – o Ello ainda está no “beta”.
Acabei convidando algumas pessoas, mas a empolgação delas durou alguns poucos minutos. Embora tenha feito barulho ultimamente, ainda há muita gente que não conhece a rede social. Ao perguntar para um amigo se ele queria um convite para o Ello, a resposta dele foi “é open bar?”. Não, o Ello não é uma festa.
Vai matar o Facebook?
Talvez. Um estudo da Universidade de Princeton mostrou que o Facebook deverá perder até 80% dos usuários até 2017, uma queda muito parecida como o Orkut teve, ou que o MySpace teve antes dele, a ponto de ser vendido por uma pequena fração do preço alguns anos depois. Essa movimentação já começou entre os mais jovens, que começam a abandonar o Facebook por causa da entrada de seus pais, tios e avós.
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No momento, o perigo apresentado pelo Ello é pequeno. Enquanto o Facebook é uma companhia estruturada, que atrai alguns dos melhores nomes no setor de tecnologia, e que tenta sempre criar novas ferramentas. A Ello é uma empresa de poucas pessoas que distribui um serviço gratuito, e que promete não monetizar seus usuários. Se isso será o fim do Facebook, só o tempo dirá.