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SÃO PAULO – A inflação no comércio medida pelo IPV (Índice de Preços do Varejo) desacelerou para 1,52% em fevereiro frente aos 4,68% apurados em janeiro. Esse índice é calculado pela Fecomércio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) e serve como termômetro do desempenho do cenário econômico.
Segunda maior alta desde o Plano Real
Contudo, mesmo com a desaceleração em fevereiro, o índice atingiu a segunda maior alta para o mês desde o início do Plano Real em 1994. Em fevereiro de 1999, o índice havia atingindo 2,03%, em função da maxidesvalorização do real frente ao dólar.
O índice vem adotando trajetória descendente há quatro quadrissemanas consecutivas, visto que na terceira prévia do mês, o índice havia apontado alta de 2,65%. Contudo, de acordo com as estimativas da entidade, nas próximas semanas a queda do nível geral de preços não deve ser tão acentuada em função das recentes valorizações do dólar.
Dentre os segmentos que contribuiíram com a redução da taxa de inflação em fevereiro, vale destacar, o segmento de vestuário, que apontou queda de 0,96% no índice, devido às fortes campanhas de liquidação, enquanto o ramo de móveis e decoração registrou variação negativa de 1,70%, refletindo o ajuste dos preços a demanda fraca
Por outro lado, o segmento de alimentos contribuiu com 4,17% no índice, principalmente, em função dos produtos in natura, que apontaram alta de 10,20%. Além disso, o segmento ligado a autopeças também apresentou incremento em fevereiro de 11,35%, diante da redução no ritmo de vendas de carros novos.
Por sua vez, a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) também sinalizou que as vendas de bens duráveis, que incluem produtos de utilidade doméstica e aparelhos eletroeletrônicos, recuaram 20% em fevereiro frente ao mesmo período do ano anterior.