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SÃO PAULO – O aumento dos preços na cidade de São Paulo em fevereiro, de 0,12%, atingiu as famílias paulistanas de maneira bem distinta, pesando principalmente para aquelas enquadradas no grupo de maior poder aquisitivo.
As informações, divulgadas nesta segunda-feira (13), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida) apurado mensalmente na capital paulista pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).
Maior inflação para quem possui renda mais alta
O levantamento mostra que para as famílias de maior poder aquisitivo, com renda média de R$ 2.792,90, pertencentes ao estrato 3, a inflação em fevereiro teve impacto maior, com variação de 0,17%, embora tenha havido desaceleração frente à taxa de 0,93% apurada no mês anterior.
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Já o ICV para o estrato 2, que contempla os domicílios onde os salários médios ficam em R$ 934,17 ao mês, registrou variação positiva de 0,06%, após ter subido 0,49% em janeiro.
Para as pessoas inseridas no estrato 1, composto por um terço das famílias mais pobres, com renda mensal média de R$ 377,49, os preços caíram 0,01% em fevereiro, frente ao aumento de 0,25% notado um mês antes.
Impactos distintos para cada faixa de renda
Os grupos Alimentação (-0,06 pp), Vestuário (-0,04 pp) e Equipamento Doméstico (-0,38 pp) foram os que mais contribuíram para o recuo da inflação em fevereiro. O Dieese destaca o comportamento destes preços entre as diferentes classes de renda, uma vez que a forma de gastar difere entre os estratos.
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Ainda que geralmente a redução nos preços dos produtos alimentícios seja mais favorável para famílias de menor renda, em fevereiro, a queda apurada em alguns produtos alimentícios (sobretudo carnes e ovos) teve maior impacto para as famílias do estrato 3 (-0,09 pp). Já nos estratos 1 e 2, a contribuição foi de -0,03%.
Da mesma forma, a variação negativa de 1,10% observada nos custos de Vestuário influenciou de maneira igual as contas das famílias paulistanas, cuja contribuição na composição da taxa de inflação foi de -0,04 pp para todos os estratos.
Já a queda no preço dos equipamentos domésticos, de 0,38%, atingiu o estrato 2 de maneira mais intensa. Enquanto a contribuição dos estratos 1 e 3 foi de -0,01 pp, a do estrato 2 atingiu -0,02 pp.