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SÃO PAULO – A inflação das despesas relacionadas à habitação foi a que mais avançou entre os anos de 2007 e de 2008 para os paulistanos, de acordo com o ICV (Índice de Custo de Vida). No caso dos alimentos, apesar de o ano passado ter registrado uma inflação bastante alta para a categoria, a taxa desacelerou.
Em 2007, o grupo habitação havia registrado uma taxa de 1,65%, que passou a 7,65% no ano passado, um avanço de 6 pontos percentuais para o bolso dos paulistanos. Já o grupo alimentação teve uma taxa de 12,48% em 2007 e de 9,91% em 2008, o que representa uma queda de 2,58 pontos percentuais.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
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Cada grupo
Confira abaixo qual foi a inflação registrada em cada grupo analisado pelo Dieese. Vale ressaltar que todos eles registraram aumento expressivo de preços, tanto em 2007 quanto em 2008:
| Categoria | Taxa em 2007 | Taxa em 2008 | Variação |
| Alimentação | 12,48% | 9,91% | -2,58 p.p. |
| Habitação | 1,65% | 7,65% | 6 p.p. |
| Transporte | 1,03% | 2,16% | 1,13 p.p. |
| Educação | 6,28% | 5,25% | -1,03 p.p. |
| Saúde | 3,40% | 0,63% | 1,05 p.p. |
| ICV Geral | 4,80% | 6,11% | 1,31 p.p |
Fonte: Dieese
A alimentação está entre os grupos responsáveis pela taxas elevadas de inflação nos últimos dois anos. O aumento mais acentuado no preço dos alimentos foi detectado a partir do terceiro trimestre de 2007 até o segundo trimestre do ano passado. O último semestre de 2008 pode ser indicador de tendência declinante nas taxas de aumento de preços deste grupo.
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No caso da habitação, os preços oscilam muito, o que não permite fazer uma previsão para 2009.
“No setor da construção civil, a expectativa do crescimento econômico e o crédito abundante fizeram com que a demanda por imóveis aumentasse, refletindo-se nos preços não só dos materiais, mas também da mão-de-obra da construção civil. No final de 2008, com os problemas financeiros e a insegurança quanto à crise internacional, houve uma diminuição na demanda de imóveis, que resultou em baixa no ritmo de reajustes dos materiais de construção”, diz o Dieese.