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SÃO PAULO – Mais uma vez o comércio brasileiro não faturou muito com a Páscoa. As expectativas de melhora das vendas para esse ano não superaram a base muito fraca de 2003, sinalizando que o elevado desemprego e a queda da renda real do trabalhador continuam prejudicando o varejo.
Apuradas pelo Indicador Serasa do Nível de Atividade do Comércio, as vendas totais (à vista + a prazo), em todo o território nacional ficaram estáveis neste final de semana que antecede a Páscoa se comparadas ao mesmo período de 2003. O valor médio das compras deste ano deve repetir o do ano passado, ficando ao redor dos R$ 30,00.
Consumidor cauteloso em vista das dívidas do Natal
O aumento das vendas à vista e com cheques pré-datados foi de 0,5% frente ao mesmo período do ano anterior. Além disso, o Indicador Serasa registrou que as vendas desse tipo são as preferidas pelo consumidor, por conta do baixo valor de compra para a Páscoa e das facilidades de parcelamentos desses valores pelo varejo com cheques pré-datados.
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No caso das vendas a prazo, houve um recuo de 21,0% na mesma comparação, de modo que a queda se justifica pelo fato de o consumidor estar cauteloso em assumir novos compromissos, pois ainda paga as compras parceladas no Natal de 2003.
Nesse sentido, as vendas a prazo podem apresentar uma reação no decorrer da semana, para aquisição de produtos de maior valor, como confecções e celulares, que se tornaram alternativos em várias datas especiais do comércio, segundo as perspectivas apontadas pela Serasa.
Dias das Mães e juros altos são empecilhos
Já os consumidores que regularizaram suas dívidas em atraso poderiam tomar mais crédito e colaborarem para o aumento das vendas da véspera, no entanto, essas pessoas deverão fazer novas dívidas no Dia das Mães.
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Além da data estar próxima da Páscoa, a permanência dos fatores conjunturais não favoráveis, como a elevada taxa de juros e o alto desemprego, sobretudo a menor renda disponível, continuam representando os maiores limitadores da expansão das vendas no varejo.
Vale destacar que é esperado durante a semana um movimento de vendas maior no comércio alimentício (carnes e produtos de páscoa como ovos, colombas etc), já que o consumidor aguarda as promoções do varejo com essas compras de última hora.