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SÃO PAULO – A inadimplência e o resíduo bruto (a margem obtida pelo banco antes da dedução de impostos diretos) respondem por 35% do spread bancário, cada um, segundo estatísticas do Banco Central para o período 2001/2007, descritas em um relatório preliminar da Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade, do Senado.
Tendo isso em conta, a Comissão sugeriu, no relatório, que o governo diminua o spread bancário. Para isso, também foi sugerido que o Cadastro Positivo, com dados dos bons pagadores, seja adotado, além da portabilidade cadastral, que permite o compartilhamento de informações entre as instituições financeiras a pedido do cliente.
Já para aumentar a competitividade do sistema financeiro, o relatório sugere a proibição de cobrança de tarifas para transferência de valores para contas de mesmo titular entre diferentes bancos, e o aperfeiçoamento do sistema de divulgação de taxas de juros cobradas em operações de crédito.
Foco no crédito e no spread
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) explicou que o relatório preliminar tem foco no comportamento do crédito e do spread bancário. Ele lembrou que a primeira consequência da crise mundial para a economia brasileira foi a retração do crédito.
Segundo a Agência Senado, o senador também lembrou que, se o crédito está no centro da crise, o elevado patamar do spread bancário se revelou outra questão crucial a ser investigada pela Comissão, representando mais da metade do custo total dos empréstimos.
Além das sugestões já mencionadas, o relatório sugere que o governo implemente o Fundo Público de Aval, que funcionaria como fundo garantidor de crédito para pequenas empresas, e a “atenção” na adoção de medidas tributárias de estímulo, como a redução do IPI para carros, que de acordo com a Agência Brasil, pode afetar a arrecadação de outros entes da federação.
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