Inadimplência do cheque registra queda de 7,5% em abril, revela Serasa

Mesmo com a redução dos calotes em abril, a inadimplência do cheque no quadrimestre é a maior desde 1991

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SÃO PAULO – Em sentido oposto ao que vinha ocorrendo nos últimos meses, o número de calotes no cheque registrou queda em todo o país, conforme divulgou a Serasa nesta quinta-feira, dia 20 de maio.

Foram devolvidos em abril por insuficiência de fundos 15,9 cheques a cada lote de mil compensados. O número registrou queda de 7,5% em relação a março de 2004, mês em que foram devolvidos 17,2 cheques a cada mil compensados.

Inadimplência é retraída

Analisando os dados em relação a abril do ano passado, quando foram devolvidos por insuficiência de fundos 16,2 cheques, podemos constatar que as devoluções de cheques no quarto mês de 2004 caíram cerca de 2% nesta comparação.

Em números absolutos, foram compensados 171,5 milhões de cheques em abril, sendo que deste total 2,7 milhões foram devolvidos por falta de fundos.

Primeiro quadrimestre revela maior índice de calote

Mesmo com a redução do calote do mês passado, no acumulado do ano, o primeiro quadrimestre de 2004, ante o mesmo período de 2003 revelou crescimento da inadimplência de cheques de 5,2%. Nesse período, foram devolvidos 16,2 cheques, contra 15,4 cheques sem fundos de janeiro a abril de 2003. Para se ter uma idéia, o número de devoluções no quadrimestre deste ano é o maior registrado no indicador, desde sua criação em 1991.

De acordo com os técnicos da Serasa, desde 2002 o primeiro semestre do ano concentra as marcas mais altas de inadimplência com cheques, devido ao alongamento de prazos praticados nas vendas com cheques pré-datados no Natal.

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Na avaliação deles, somente a melhora da conjuntura econômica, quanto à geração de emprego, crescimento da renda e queda dos juros, poderá trazer algum alívio para o consumidor.

Serasa espera melhora na conjuntura econômica

Segundo os técnicos da Serasa, a queda do volume de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados em abril é resultado da expansão dos empréstimos direcionados ao setor privado.

Nota-se, também, uma mudança do perfil do endividamento do segmento pessoa física, que diante da elevada taxa de juro tem optado pela contratação de crédito pessoal para a complementação da renda das famílias, com destaque para as operações consignadas em folha de pagamento, cujas taxas situam-se próximas de 2% ao mês.