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SÃO PAULO – A inadimplência das famílias paulistanas aumentou em maio. Segundo levantamento da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizado pela Fecomercio-SP, 18,8% das famílias paulistanas afirmaram estar com as contas atrasadas, parcela 0,5 ponto percentual (p.p) maior do que o registrado em abril. Em comparação a maio de 2015, o indicador aumentou 3,3 p.p.
Entre essas famílias, 49,6% afirmam ter débitos vencidos há mais de 90 dias, enquanto 23,3% têm atraso de 30 a 90 dias e 24,7% têm dívidas vencidas a no máximo um mês.
As famílias de menor renda também são as que mais estão inadimplentes: 22,5% delas ganham até dez salários mínimos, parcela que é 3,9% maior do que o registrado em maio de 2015. A parcela das famílias que não têm condições de pagar as contas total ou parcialmente foi de 7,1% em maio, parcela que, na comparação anual, era de 5,5% em 2015. No total, são 274 mil famílias nessa condição.
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Já o número de famílias paulistanas endividadas diminuiu em 1 p.p na comparação com abril, caindo de 1,962 milhão para 1,925 milhão. Na comparação anual, a retração foi ainda maior, de 5 p.p, aponta levantamento da Fecomercio-SP.
Mesmo com a queda, 50,1% das famílias de São Paulo afirmaram ter algum tipo de dívida. A pesquisa também apontou que o endividamento ainda é maior entre as famílias com renda inferior a dez salários mínimos, faixa onde 53,8% das famílias afirmaram estar no mês de maio. As famílias que recebem mais do que dez salários mínimos correspondem a uma parcela de 39,7%, valor que apresentou retração de 2% em relação a abril.
Esses resultados, conforme aponta a assessoria econômica da Fecomercio-SP, indicam que os paulistanos estão esforçados em reduzir o nível de endividamento e em equilibrar o orçamento doméstico, mas ainda não conseguiram quitar todas as dívidas. O desemprego, alta inflação, juros elevados e dificuldade de acesso ao crédito são alguns dos fatores que dificultam.
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O cartão é crédito (73,2%) ainda é o principal responsável pelo endividamento das famílias, além de ser o principal meio de financiamento delas. Carro (15,7%), carnês (14,4%), financiamento imobiliário (13,5%), crédito pessoal (11,2%) e cheque especial (10,4%) vêm em seguida.
Metodologia
Foram entrevistados mais de 2,2 mil consumidores para a realização da pesquisa. Com base nas informações coletadas, a Fecomercio-SP apurou indicadores como nível de endividamento, porcentual de inadimplentes, intenção de pagamento de dívidas em atraso e nível de comprometimento de renda.