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SÃO PAULO – O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) identificou que trechos das BRs 116 e 324, em São Paulo e na Bahia, respectivamente, possuem aspectos que aumentam a ocorrência de acidentes com vítimas fatais.
Esses locais possuem alta concentração de acidentes, que acontecem devido ao mal estado de conservação, passarelas sem proteção e distantes das paradas de ônibus, além do comportamento imprudente dos pedestres, que levam a atropelamentos.
Engenharia inadequada
Para fazer o levantamento, o Instituto utilizou dados de acidentes registrados pela Polícia Rodoviária Federal. Segundo os autores da pesquisa, a engenharia utilizada em alguns trechos dessas rodovias contribui significativamente para a ocorrência de desastres.
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O estudo apontou que a correção nas características de curvas com super elevação negativa ou insuficiente resultaria na redução de acidentes com mortes e ferimentos, mesmo sem redução da velocidade por parte dos condutores.
Os dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que, entre julho de 2004 e junho de 2005, ocorreram 110.000 acidentes com 2.400 vítimas fatais por atropelamentos e colisões frontais. Desse total, 90% das colisões ocorreram em pistas simples, com tráfego nos dois sentidos, e 40% dos atropelamentos foram durante a noite.