Imóveis: vendas caem 4,87% em março, revela CRECI-SP

Preço do metro quadrado aumenta tanto no caso das casas como em relação aos apartamentos

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SÃO PAULO – O mercado imobiliário de São Paulo não passa pelo seu melhor momento. As vendas de imóveis caíram em março, e os preços de casas e apartamentos estão mais altos.

De acordo com o levantamento realizado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI- SP), divulgado nesta quarta-feira (27), as comercializações foram 4,87% menores no mês passado em relação a fevereiro.

O cenário é confirmado no balanço do trimestre, que mostra que as vendas tiveram aumento somente em janeiro (3,05%), registrando resultados negativos nos mês seguintes: – 2,53% em fevereiro; e -4,87 em março.

Perspectivas da entidade

De acordo com o relatório do Creci, apesar do recuo no mês de março a expectativa é de bons resultados para o resto do ano por conta do crescimento da economia.

O Conselho também sustenta a previsão positiva em 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, conforme destacou o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto. Ele ressalta ainda que no segmento de imóveis usados a situação só tende a melhorar com a implantação do financiamento de 100% do valor das unidades, redução da taxas de juros e aumento dos prazos de pagamento.

Apartamentos sobem até 11,18%; e casas, até 10,34%

A pesquisa do Creci-SP também apresentou 8 ocorrências de alta no preço de apartamentos e 7 de baixa. O maior aumento foi de 11,18% entre os apartamentos de padrão médio – situados em bairros como Jaguaré e Campos Elíseos, com 8 a 14 anos de construção. Nestes casos, o custo médio do metro quadrado subiu de R$ 1.166,67 em fevereiro para R$ 1.297,08 no último mês.

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Já os apartamentos de luxo na Zona A (Alto da Boa Vista e Jardim Europa) registraram a maior queda (10,18%), de R$ 3.333,33 para R$ 2.994 o metro quadrado em março.

No que se refere à venda de casas, foram constatados 10 aumentos de preço e apenas 3 quedas. Os imóveis da Zona D com padrão médio subiram de R$ 748,84 por m² para R$ 790,00 em comparação com fevereiro (5,5%).

Dentro do segmento, foi na Zona E (Brasilândia e Parelheiros), entre imóveis com idade de 15 anos ou mais, que a pesquisa apurou maior desvalorização do metro quadrado: R$ 465,54 para R$ 428,57 (-7,9%).

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Mais sobre a pesquisa

O Conselho pesquisou em março 383 imobiliárias, que revelaram ainda a venda de 154 imóveis, dos quais 65 casas e 89 apartamentos. As vendas à vista (67,53%) superaram de longe as comercializações através de financiamentos bancários (25,32%), direto por proprietários (6,49%) e por meio de consórcios (0,65%).