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SÃO PAULO – O mercado imobiliário de locação em São Paulo está mais dinâmico. O setor registrou maior velocidade no escoamento das ofertas de apartamentos e casas no último trimestre em relação ao início de 2005.
O dado consta no levantamento do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), divulgado nesta quarta-feira (17) e que destacou uma melhora do Índice de Velocidade de Locação (IVL) – número médio de dias que o imóvel leva para ser alugado.
No começo deste ano o IVL foi fixado em 37 dias, contra 35 do 2o trimestre. Neste período, as casas escoaram mais rapidamente, registrando em média uma demora de 31 dias. Já o índice dos apartamentos ficou em 43 dias. O período de negociação de janeiro a março havia ficado, em média, em 32 e 46 dias, respectivamente.
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O estudo também registrou um aumento na locação de casas e apartamentos de até 2 quartos no segundo trimestre do ano. Para 35% das empresas consultadas houve aumento dos aluguéis de casas de 2 cômodos e nas de 2 quartos. No que se refere aos apartamentos, 30% dos entrevistados afirmaram que alugaram mais unidades de até 2 quartos de abril a junho.
Procura e oferta
Sobre a procura de imóveis, a pesquisa mostra que as casas e sobrados de até 2 quartos estiveram na preferência dos possíveis inquilinos, resposta de 70% das imobiliárias. No segmento de apartamentos, foi notado exatamente o mesmo comportamento, com destaque para a procura maior também por quitinetes e unidades de apenas um quarto.
As casas com aluguéis até R$ 600 também vêm sendo mais buscadas pelos inquilinos em potencial (72% dos entrevistados). A procura também aumentou no caso dos apartamentos com valor inferior a R$ 400 (63%).
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Do lado das empresas do setor, o número de casas, sobrados e apartamentos à disposição dos interessados no aluguel permaneceu estável no segundo trimestre de 2005. Para 45% das imobiliárias esta foi a realidade no segmento de casas e apartamentos, enquanto 60% tiveram a mesma opinião sobre os apartamentos.
Em decorrêcia do aumento da procura por apartamentos com aluguel abaixo de R$ 400, o balanço do Secovi mostra que para 18% dos empresários houve queda do estoque de unidades de até R$ 300. Já outros 22% afirmaram que subiu a oferta de imóveis com valor mensal acima de R$ 300.
Imóveis vazios
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No que se refere à proporção de imóveis vazios, à espera de serem alugados, as casas de até 3 quartos apresentaram maior índice de vacância: 19%. Nas residências de 1 quarto, 17% estiveram vagas. O melhor resultado do segmento ficou com as casas de 2 dormitórios, que tiveram 14% de desocupação.
Os mesmos 14% foram notados nas quitinetes e apartamentos de 1 quarto. No entanto, os indicadores foram ainda mais elevados quando se analisa as unidades 2 (20%) e 4 quartos (30%).
O Secovi considera amostras de 155 imobiliárias e administradoras de locação que operam na capital paulista.