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SÃO PAULO – Cada vez mais o brasileiro está buscando nos consórcios a realização do seu sonho ter uma casa própria. Ainda que seja preciso esperar a contemplação, o que pode demorar muito tempo, no caso dos consórcios de imóveis, para quem não tem pressa, esta é uma forma interessante de evitar gastos com juros nos financiamentos.
A maior procura pode ser constatada no relatório mensal de setembro do Banco Central, onde se observa que existem no País 901 consórcios voltados ao mercado imobiliário. Deste total, a maior parcela, cerca de 57%, é composta de consórcios que contemplam o participante com quantias entre R$ 10 mil e R$ 50 mil.
Para quem busca imóveis de valor acima de R$ 50 mil, vale notar que o BC estima que existam 376 grupos ativos no Brasil, o que representa 41% do total de consórcios imobiliários existentes no País. Finalmente, apenas 12 grupos oferecem crédito abaixo de R$ 10 mil. Nos últimos 12 meses, o total de consórcios imobiliários cresceu 25%, de forma que, ao final de setembro, havia 901 grupos ativos.
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Inadimplência baixou para 12,8%
Dados do relatório do BC apontam para um total de 216,2 mil participantes ativos, expansão de 36% frente a setembro do ano passado. Deste total, aproximadamente 188,5 mil estão em dia com seus pagamentos, enquanto 27,7 mil estão inadimplentes.
Com isso, a taxa de inadimplência é de 12,8%, número que inclui tanto os participantes contemplados quanto os não contemplados. Na comparação anual com setembro do ano passado a inadimplência recuou, visto que naquele mês era de 13,4%. A inadimplência de setembro também fica bem abaixo da taxa máxima desde que os dados são publicados, que foi alcançada em dezembro de 1998 (23,59%).
Em setembro, o total acumulado de participantes excluídos dos grupos de consórcios devido à inadimplência era de 228,6 mil, número que fica 30% acima do registrado em setembro do ano passado, e sugere a exclusão de 52,3 mil pessoas no período.