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SÃO PAULO – As modificações em relação ao financiamento imobiliário anunciadas na última terça-feira (30) pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), além de garantirem empréstimos com recursos do fundo para trabalhadores com renda superior a R$ 4,9 mil, também possibilitam uma nova forma de amortização da dívida. Conforme ficou definido, o mutuário poderá sacar do fundo até 80% da prestação do financiamento. A medida era permitida apenas para quem ganhasse até R$ 4,5 mil.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a partir de 1º de janeiro de 2008 estarão disponíveis R$ 1 bilhão para essa nova modalidade de crédito. Vale lembrar que os juros anuais serão de 8,66% ao ano, mais a TR (taxa referencial) do período.
Valor do imóvel
O trabalhador poderá comprar imóvel até o limite de R$ 350 mil e, nesse patamar, terá de ter de depósito no fundo o equivalente a 10% do preço total de avaliação do imóvel. Para isso, é necessário que sua conta no FGTS tenha no mínimo três anos, com depósitos permanentes.
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De acordo com a Agência Brasil, apesar de poder comprar imóvel de um valor maior, na prática o teto máximo de financiamento continuará sendo o previsto pelo Sistema Financeiro da Habitação para o mutuário do FGTS, ou seja, o máximo de R$ 245 mil, segundo explicou o secretário executivo do Conselho Curador do FGTS, Paulo Furtado.
No bolso
De acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), com as novas regras, o mutuário pode economizar até 18,30% do valor final do bem.
A simulação leva em consideração um financiamento de R$ 245 mil, com prazo de 30 anos e juros de 8,66% ao ano mais TR (taxa referencial), comparando-o com aquele feito com recursos da poupança, nos quais as taxas de juros são de, no máximo, 12% ao ano, mais TR.