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SÃO PAULO – Mais uma vez as famílias paulistanas de menor poder aquisitivo foram as mais prejudicadas pela elevação de 0,50% do Índice de Custo de Vida (ICV) em abril.
Embora o aumento tenha sido menos intenso na comparação com março (1,10%), o custo de vida para as famílias com renda média mensal de R$ 377,49, pertencentes ao estrato 1 de renda, ficou acima da média ao subir 0,64% no quarto mês do ano.
Os dados fazem parte da pesquisa mensal realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), divulgada nesta quinta-feira (05).
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Alimentos e medicamentos pesaram mais para baixa renda
A razão pela qual o impacto foi sentido de forma mais intensa por esta classe de renda diz respeito aos dois destaques da pesquisa no município: Alimentação e Saúde, que, juntos, puxaram a alta do ICV no período, tendo este último sido influenciado pelo aumento no preço dos medicamentos no final de março.
De acordo com o Dieese, os grupos Alimentação e Saúde contribuíram com 0,53 ponto percentual no resultado do ICV do grupo de baixa renda. Para os mais ricos, a contribuição foi bem menor, de 0,33 ppt.
Elevação dos custos é menor para quem ganha mais
Ainda de acordo com a pesquisa, o custo de vida na capital paulista subiu menos para os mais abastados.
O ICV apurado especificamente para o estrato 3, representado por famílias com renda média mensal de R$ 2.792,90, registrou alta de 0,44% em abril. Apesar de ser a mais branda entre os estratos de renda, esta taxa é 0,22 ponto percentual menor que a de março.
Já em relação ao estrato 2, grupo que contempla as famílias com nível intermediário de rendimento (média de R$ 934,17), a inflação medida pelo ICV chegou a 0,54%, nível também menor (0,46 ppt) que o registrado no mês anterior.