ICV em maio registra menor variação em 12 meses

Gastos dos paulistanos ficaram em cerca de 0,24% mais caros; no acumulado desse ano o ICV já acumula alta de 7,13% e nos últimos 12 meses atinge 18,30%

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SÃO PAULO – O custo de vida dos paulistanos apresentou no mês de maio a menor taxa verificada em 12 meses: 0,24%. No acumulado desse ano o ICV já registra alta de 7,13% e nos últimos 12 meses atinge alta acumulada de 18,30%.

O ICV (Índice de Custo de Vida), de acordo com os cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) registrou recuo de 1,15 ponto percentual em relação ao mês de abril, quando a taxa ficou em 1,39%.

Vestuário teve aumento expressivo

A pequena variação apurada no mês de maio se deveu à combinação de aumentos pouco expressivos em relação a quase todos os grupos que compõem o índice. As altas mais expressivas ficaram por conta do grupo Vestuário e Despesas Diversas, que apresentaram crescimento de 2,04% e 12,50%, respectivamente.

No que se refere à alta de preços do Vestuário, a troca das coleções de verão pelas de inverno seria um dos principais motivos. Essa elevação do preço foi verificada tanto no subgrupo de roupas (1,98%) como no de calçados (2,50%). No mês de abril, a variação de preços no Vestuário ficou em 1,82%.

Queda dos combustíveis tornou transporte mais barato

O grupo Transportes, a exemplo do que havia ocorrido no mês de abril, foi o único a apresentar variação negativa, de forma que ficou em -1,37% em maio. No mês anterior, a queda havia sido menos expressiva, -0,34%.

Segundo o estudo do Dieese, a queda acentuada se deu por conta da retração de 1,85% do subgrupo individual, uma vez que no subgrupo do transporte coletivo não houve reajuste tarifário. Nesse sentido, a queda se deu por conta da redução nos preços dos combustíveis (3,4%), que pode ser observada tanto na gasolina (3,84%) como no álcool (2,16%) e no diesel (4,62%).

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Já os demais grupos que compõem o índice apresentaram leves aumentos, como Alimentação (0,42%), Habitação (0,41%), Equipamento Doméstico (0,43%), Educação e Leitura (0,11%), Saúde (0,52%), Recreação (1,17%) e Despesas Pessoais (1,00).

Com exceção apenas dos grupos Vestuário, Despesas Diversas e Recreação, todos os demais registraram redução bastante acentuada em relação aos percentuais apurados em abril, com destaque para o grupo Habitação, que no mês passado subiu 0,41% frente aos 2,45% registrados no mês anterior.

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