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SÃO PAULO – As famílias de maior poder aquisitivo, com renda média mensal de R$ 2.792,90, foram as mais penalizadas pelo aumento de 0,91% do Índice de Custo de Vida no município de São Paulo em janeiro último.
A pesquisa mensal realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) foi divulgada nesta quinta-feira (10).
Orçamento das famílias mais ricas ficou apertado
Verificando o comportamento do ICV de acordo com os três diferentes segmentos de renda considerados pela pesquisa, nota-se que para as famílias mais ricas, inseridas no extrato 3, o índice subiu 1,12%, 0,53 ponto percentual superior à variação de dezembro.
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Para o extrato 2, composto por famílias de renda intermediária (salários em torno de R$ 934,17), a alta do custo de vida foi de 0,66%, também maior que o resultado de dezembro em 0,17 ponto percentual. Finalmente, no estrato 1, representado por 1/3 das famílias mais pobres (que ganham uma média de R$ 377,49), a inflação medida pelo ICV registrou variação positiva de 0,55% em janeiro, taxa que é 0,37 p.p. superior a do mês anterior.
O maior peso verificado na pesquisa geral do ICV coube ao grupo Educação e Leitura (6,55%), Saúde (1,32%) e Transportes (0,78%). Destes, dois conjuntos pressionaram mais o orçamento das famílias pertencentes ao extrato 3 de renda: Educação e Saúde, que, juntos, tiveram um impacto de 0,83 ponto percentual em seu índice. Para os estratos 1 e 2, os mesmos reajustes impactaram em 0,34 p.p. e 0,41 p.p. em seus respectivos índices.