Ibope: 41% dos brasileiros pagam suas contas com dinheiro de plástico

Apenas 18% ainda usam o cheque; pesquisa revela os hábitos de consumo dos usuários de cartão de débito e crédito

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SÃO PAULO – O dinheiro de plástico já é o recurso mais utilizado pelo brasileiro como forma pagamento: 41% deles usam o cartão de crédito (24%) ou débito (17%) em suas compras.

Os dados são de um estudo do Ibope Mídia sobre hábitos de consumo e comportamento, apresentado por sua diretora comercial, Dora Camara, na última quinta-feira (19). Os resultados apontaram também que o cheque é a primeira opção de pagamento apenas de 18% da população.

Limite do cartão vai para supermercado e gasolina

Cartões de crédito são mais utilizados no pagamento de despesas com combustível (28%), compras de supermercado (47%), gastos via internet (11%) e assinatura de revistas e jornais (15%).

Já os gastos com o débito são mais corriqueiros, já que são feitos mais de uma vez por semana por 36% dos consumidores. A maioria dos usuários pertence à classe AB (71%). No que se refere à idade, a maior parcela (27%) tem entre 25 e 34 anos.

Perfil dos consumidores

As pessoas da classe AB são as que mais usam as três modalidades de pagamento. Consumidores que estão entre 25 e 34 anos (26%) também compram com freqüência no cartão de crédito, segundo a pesquisa.

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Já o público entre 35 e 44 anos escolhe na maioria das vezes o talão de cheque, embora 27% demonstraram preferência pelo débito.

Mulheres mais contidas

Particularmente em relação à freqüência com que o cartão de crédito é utilizado pelos consumidores, a pesquisa mostra que 26% das pessoas usam o plástico mais de uma vez por semana. O índice é maior entre os homens (59%), na classe AB (66%) e entre consumidores de 35 a 44 anos (28%).

O público feminino é mais ponderado para assumir dívidas. Entre elas, 58% usa o cartão de duas a três vezes por mês.

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A pesquisa Target Group Index foi realizada com base em 16.000 entrevistas sobre hábitos de consumo e comportamento com pessoas de 12 a 64 anos, de todas as classes sociais em 9 regiões metropolitanas.