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SÃO PAULO – Entre 1996 e 2003, o número de famílias com computadores em casa aumentou mais de três vezes. Isso é o que aponta o inventário de bens duráveis, incluído na pesquisa Sistema de Informações e Indicadores Culturais, do IBGE.
O estudo, que foi divulgado na última terça-feira (18), comprova que o índice de posse de um microcomputador subiu de 6,9% em 1996, para 21,9% em 2003, um aumento de 15 pontos percentuais.
Esse crescimento foi registrado em todas as partes do Brasil, com destaque para as regiões metropolitanas do Sudeste e Sul, além do Distrito Federal.
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Diferenças sociais
Porém, a pesquisa também mostra que as famílias que possuem renda maior tiveram mais acesso aos computadores pessoais. Entre aquelas que têm renda entre 8 e 5 salários mínimos, a posse do produto aumentou de 3,3% para 30,7%.
Já para as famílias que recebem mais de 15 salários mínimos, o índice aumentou de 21,9% para 62,1%. Para o IBGE, o resultado evidencia uma diferenciação no acesso aos conteúdos multimídia e digital.
TV em cores
O inventário de bens duráveis também mostra que aumentou o número de famílias que possuem aparelho de TV em cores. Em 1988, 42,6% das famílias não possuíam o produto em suas casas, já em 2003, o índice caiu para 6,8%. Entre os 92% que têm o aparelho, 36% afirmaram possuir mais de um.
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O crescimento também ocorreu em todas as regiões, mas foi maior em Recife, cujo índice era de 39,3% em 1988, e passou para 91% em 2003.
Som e DVD
Outro aparelho eletrônico que apresentou crescimento nos lares das famílias brasileiras foi o aparelho de som, presente em 66,8% dos domicílios, e o vídeo cassete, em 43,9% das casas.
O último produto apresentou crescimento de 8,9 pontos percentuais entre 1996 e 2003, mesmo com o surgimento do DVD, que foi pesquisado pela primeira vez pelo IBGE e que, em 2003, estava presente em 6,6% dos lares brasileiros.